Geral

Segurança Pública apresenta trabalhos de prevenção e repressão às drogas

Da Redação ·
Segurança Pública apresenta trabalhos de prevenção e repressão às drogas.Créditos: Divulgação / Sesp
Segurança Pública apresenta trabalhos de prevenção e repressão às drogas.Créditos: Divulgação / Sesp

O trabalho de prevenção e repressão às drogas no Paraná ocorre em diversas frentes. O planejamento e os resultados das ações da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária foram apresentados nesta quinta-feira (08) durante o 1º Congresso de Políticas Públicas Sobre Drogas do Paraná, em Pontal do Paraná, Litoral do Estado. 

Atividades educativas, ações de prevenção, operações sistemáticas e investigação especializada são desenvolvidas de forma constante e ininterrupta por diferentes setores e unidades policiais. Análise criminal da repressão do tráfico de drogas no Paraná demonstra que os maiores registros ocorrências de tráfico de drogas são feitos por pessoas maiores de idade e por jovens do sexo masculino.

“Proporcionalmente, os registros de tráfico de drogas têm se concentrado em municípios menores que são corredores para grandes centros de consumo”, explica o analista criminal da Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape), Vladimir Luís de Oliveira, que traçou um panorama durante o evento. Céu Azul, com uma população de menos de 12 mil habitantes, é o município que apresenta a maior taxa de boletins de ocorrência por tráfico – 485 para cada 100 mil habitantes.

Na sequência, aparecem os municípios de Guaíra, Jataizinho, Rolândia e Pontal do Paraná. “as cidades com maiores taxas de boletins de ocorrência por tóxicos não estão necessariamente (relacionadas) com os maiores volumes de apreensões”, aponta Oliveira. Ele explica que as maiores taxas de apreensão de maconha – a droga retirada de circulação em maior quantidade pelas forças de segurança – também estão em municípios menores, entre os quais se destacam Iguaraçu, Lindoeste, Céu Azul, Balsa Nova e Santa Terezinha de Itaipu. Já as apreensões de LSD e ecstasy têm sido mais comuns em grandes centros urbanos, como Curitiba e Londrina. As análises foram feitas com base nos dados do ano de 2014. 

DENÚNCIAS – Grande parcela desse resultado se deve à contribuição dos cidadãos, que auxiliam a polícia com denúncias via serviço 181-Narcodenúncia. “Hoje, 70% de tudo o que se faz acerca do combate ao tráfico de drogas tem início no 181”, aponta o coordenador do serviço, capitão Edivan Fragoso. Desde o início do 181, em 2003, aproximadamente 64 mil pessoas foram presas ou apreendidas a partir de informações recebidas da população. “Temos no Paraná a melhor polícia atuando no combate às drogas”, afirma Fragoso. O anonimato é garantido.

“Temos a confiança da população, que juntamente com um trabalho sério, demonstram resultados”, acrescenta ele. Atualmente vinculado ao Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep), o 181 passa por um processo de reformulação para se tornar Disque-Denúncia e receber informações sobre outras modalidades de crime. Além do telefone (181), é possível acessar www.181.pr.gov.br e clicar em “Faça sua denúncia”. O projeto inclui que, em breve, seja possível prestar informações por aplicativos móveis. 

INTERNET – Pela facilidade e rapidez, internet e aplicativos em celulares também têm sido utilizados por criminosos para o comércio de drogas, que é um dos objetos de investigação do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber) da Polícia Civil do Paraná, que conta com uma equipe qualificada para combater delitos que empreguem a tecnologia como meio para atingir seu fim. “Hoje, estamos à frente de outros poderes em termos de conhecimento e podemos contribuir com orientações sobre os melhores mecanismos para chegar a um resultado satisfatório e à punição dos culpados”, diz o delegado-titular da unidade, Demétrius Gonzaga de Oliveira. 

ARTICULAÇÃO – Nesse trabalho de apreensões e prisões de traficantes, a Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil tem papel de destaque, articulando ações de inteligência policial, treinamento especializado, apoio de cães farejadores e operações. Paralelamente, a Denarc desenvolve ações de prevenção, por meio dos policiais do Centro Antitóxico de Prevenção e Educação da unidade. Percorrendo todo o Estado, investigadores da Denarc ministram palestras educativas em escolas. “Sempre há um planejamento da atividade em cada local, pois as nossas palestras não podem ser isoladas, e sim agregadas a um trabalho prévio sobre o tema que deve ser iniciado pela instituição de ensino”, defende a investigadora Maria Cristina Venâncio, que encabeça o projeto. Nesses encontros, cartilhas voltadas a públicos específicos – crianças, familiares, professores – também são distribuídas. A Cape conta ainda com um museu educativo, no centro de Curitiba, sobre alertas e amostras de diferentes drogas. 

PROERD
– Outro trabalho reconhecido pela sua qualidade e resultados positivos é encabeçado pela Polícia Militar do Paraná, com o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), que trabalha a formação de conceitos com estudantes de escolas públicas em todo o Estado. “Fundamentamos no processo pedagógico o reforço da autoestima e autoimagem dos jovens, vinculados à formação da personalidade. O trabalho é realizado durante 60 minutos, uma vez por semana, por policiais militares fardados”, conta o coordenador operacional do Proerd, capitão Dalton Gean Perovano. Mais de 1,3 milhão de crianças já foram formadas no programa, no Paraná.

continua após publicidade