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EUA e Coreia do Sul iniciam manobras militares

Da Redação ·
As manobras, que deverão durar até quarta-feira, envolvem cerca de 8.000 militares
fonte: Agência Internacionais
As manobras, que deverão durar até quarta-feira, envolvem cerca de 8.000 militares

Uma frota de navios de guerra dos Estados Unidos e da Coreia do Sul começou hoje, no Mar do Japão, manobras militares diante da Coreia do Norte. Militares dos EUA negaram que as manobras sejam uma provocação, mas admitiram que elas têm como objetivo enviar uma forte mensagem ao regime comunista e são uma resposta ao afundamento de um navio de guerra sul-coreano em março, que deixou 46 marinheiros mortos.

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As manobras, que deverão durar até quarta-feira, envolvem cerca de 8.000 militares dos EUA e da Coreia do Sul, 20 navios de guerra e submarinos e 200 aeronaves. O porta-aviões George Washington, com várias centenas de marinheiros e caças de combate a bordo, foi enviado a partir do Japão. "Nós estamos mostrando nossa determinação", disse o capitão David Lausman, comandante do porta-aviões.

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Essas manobras são as primeiras de uma série entre os EUA e a Coreia do Sul, conduzidas no Mar do Japão e também no Mar Amarelo, mais perto da China, em águas internacionais. As manobras são as primeiras a empregar o caça F-22 de tecnologia stealth dos EUA - capazes de passar desapercebidos pela defesa antiaérea da Coreia do Norte. Os jatos estão sendo usados no espaço aéreo sul-coreano.

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Reação

A Coreia do Norte disse que as manobras são uma "provocação imperdoável" e ameaçou retaliar com "dissuasão nuclear" e "guerra sagrada". O Norte frequentemente ameaça ataques quando a Coreia do Sul e os EUA conduzem manobras militares conjuntas, o que Pyongyang vê como um ensaio para uma invasão. Os EUA mantém 28.500 soldados na Coreia do Sul e outros 50.000 no Japão, mas afirmam não ter intenções de invadir o Norte.

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O almirante Daniel Cloyd, mais graduado oficial dos EUA a participar das manobras, disse estar confiante que Washington possa responder a qualquer ameaça. Ele disse que nenhuma ação significativa da parte das forças armadas norte-coreanas foi observada. "Nós estamos monitorando a região o tempo inteiro e estamos confiantes na capacidade de resposta a qualquer situação", ele disse.

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Washington e Seul acusam Pyongyang pelo afundamento do Cheonan, um navio de guerra sul-coreano que foi a pique perto da fronteira marítima entre as duas Coreias. Uma equipe de investigadores de cinco países concluiu que um torpedo norte-coreano afundou o Cheonan, no pior incidente militar desde a Guerra da Coreia (1950-1953).

A Coreia do Norte, que tem negado qualquer envolvimento no naufrágio, alertou os EUA contra tentativas de puni-la. "Nossos militares e nosso povo responderão em cheio à guerra nuclear em preparação feita pelos imperialistas norte-americanos e o regime fantoche da Coreia do Sul, com a nossa poderosa dissuasão nuclear", disse o jornal estatal norte-coreano Minju Joson, em um artigo com o título "Nós também temos armas nucleares". O artigo foi publicado pela agência estatal de notícias norte-coreana.