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Queda de meteoro assusta moradores do Paraná

Da Redação ·
Clarão no céu intrigou moradores do Paraná - Arquivo/imagem ilustrativa
fonte: Voz da Russia
Clarão no céu intrigou moradores do Paraná - Arquivo/imagem ilustrativa

Uma bola de fogo cruzou o céu do Paraná na noite de anteontem provocando uma reação em cadeia em redes sociais e levantando uma enormidade de questionamentos. Muito rápido, o fenômeno foi pouco registrado em imagens ou vídeos, mas relatos de quem viu o rastro de luz não faltam e pipocaram em várias cidades das regiões norte e oeste.

Diversos especialistas acreditam que o que assustou os espectadores foi um meteoro.O corpo celeste foi visto com maior intensidade na região de Palotina, onde moradores chegaram a relatar que sentiram casas tremerem levemente por alguns segundos além de terem ouvido um grande estrondo. Na região, os relatos apontam que o corpo celeste cruzou os céus depois das 19h30.O produtor comercial Rafael da Silva Santos, 30 anos, de Apucarana, foi um dos muitos espectadores do ‘clarão’. “Vi uma bola de fogo no céu e fiquei bem assustado na hora”, conta. Já Dayana Freitas Domingues, 25 anos, estava caminhando pelo centro de Arapongas quando o fenômeno aconteceu. “Na hora fiquei arrepiada e até pensei que estava ‘vendo coisas’”, conta. 

O tamanho do clarão de luz foi o que chamou atenção da maioria das pessoas. Caso da contadora Aline Horchulhak Martins de Souza, 30 anos, de Faxinal. “Achei que fosse uma estrela cadente, mas era muito grande”, afirma. A micro empresária Josiana Mendes, 38 anos, de Kaloré, estava na estrada voltando ontem à noite de Apucarana na companhia do marido quando presenciou a cena e fez a mesma observação.

“Foi bem maior do que qualquer outra estrela cadente que já vi e estava bem perto. Na hora que deu o clarão final vimos cores de arco- íris. Fiquei arrepiada”, diz. A intensidade da luz e a velocidade do clarão reforçam a hipótese do fenômeno ter sido causado por um meteoro. Uma filmagem feita por celular em Cascavel é um dos poucos registros da passagem do fenômeno e foi avaliada ontem pelo chefe do departamento de Física e doutor em astronomia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Dietmar Foryta, entrevistado pelo site G1, que confirmou se tratar de um meteoro.

“É um meteoro, e é pequeno. É relativamente comum este tipo de fenômeno, mas em geral é perdido porque as pessoas não ficam procurando”.A saber, a diferença entre meteoros e meteoritos é que o primeiro é o fenômeno do corpo celeste entrando em combustão na atmosfera. Já o meteorito é o fragmento que chega ao solo. Até agora, entretanto, o ponto de impacto não apareceu e portanto a melhor classificação é mesmo de meteoro. (Com reportagemFernanda Neme)

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