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Projeto de sustentabilidade da Sanepar retoma atividades

Da Redação ·
Alunos do Colégio Agrícola Manoel Moreira Pena coletam amostras de água do Arroio Pé Feio - Foto: AEN
Alunos do Colégio Agrícola Manoel Moreira Pena coletam amostras de água do Arroio Pé Feio - Foto: AEN

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) retoma em todo o Estado as atividades do projeto "Sustentabilidade: da Escola ao Rio". Criado em 2013, o projeto tem como objetivo principal motivar a conscientização sobre a importância de cuidar dos rios urbanos. A intenção é mobilizar alunos e professores, preferencialmente de cursos técnicos em Meio Ambiente, para ações socioambientais. No Paraná, 37 escolas de 28 municípios adotaram rios para monitorar e cuidar. Em boa parte dessas instituições de ensino as ações do projeto foram retomadas neste mês de setembro. Gestores e técnicos da Sanepar reiniciaram as atividades com reuniões e encontros com os estudantes e professores. Algumas turmas já estão na fase de atividades práticas. 

Nos rios escolhidos, os alunos fazem reconhecimento da bacia hidrográfica, coletas e análises da água para monitoramento da qualidade, plantio de árvores nativas, coleta e destinação adequada de resíduos, mobilização da comunidade ribeirinha e divulgação dos resultados do projeto.

Tudo com a orientação de gestores socioambientais da Sanepar e com apoio técnico e materiais oferecidos pela Companhia. “Uma análise dos primeiros 18 meses do projeto nos mostrou que os alunos e as comunidades do entorno dos rios adotados mudaram sua percepção, compreenderam a influência dos seus hábitos na qualidade desses rios e como e quanto podem contribuir para melhorá-los”, explica a gerente da Unidade de Educação Socioambiental da Sanepar, Lílian Persia de Oliveira Tavares. Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em: www.pr.gov.br e www.pr.gov.br

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Estudantes recolhem plantas na margem do rio, que serão
dissecadas para um inventário florestal.Foto: Sanepar

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Confira as ações do projeto Sustentabilidade: da escola ao rio 


De 2013 até agora, já foram mais de 330 ações socioambientais envolvendo os 35 rios que são monitorados, com a participação de mais de 11,6 mil pessoas. Os alunos e professores desenvolvem as etapas do projeto durante o ano letivo. Por isso, sempre há atividades em execução. Na região Nordeste acontecem reuniões com os alunos das escolas participantes. A Escola Estadual Albino Feijó Sanches, de Londrina, adotou o Ribeirão Cambé. Alunos do 2º ano do curso de Formação de Docentes da Escola Estadual Professor Segismundo Netto, de Siqueira Campos, cuidam do Ribeirão Água Fria. Em Figueira, já foi realizada a reunião de apresentação do projeto para os alunos do Colégio Estadual Leão Schulmann, que vão monitorar o Rio Laranjinha. Em Curitiba, o trabalho envolve quatro instituições. Alunos do Colégio da Polícia Militar vão monitorar o Córrego Vila Izabel. O Colégio Estadual Paulo Leminski vai aplicar o projeto no Córrego Tarumã.

A situação do Córrego Areiãozinho será acompanhada pelos estudantes do Colégio Estadual Elysio Vianna e os alunos do Colégio Estadual do Paraná iniciam neste mês as ações no Rio Belém. Em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, o Colégio Estadual de Educação Profissional Newton Freire Maia assume o monitoramento do Rio do Meio. Em Apucarana, alunos do Colégio Agrícola Manoel Ribas vão cuidar do Córrego Jacucaca. Em Rolândia, estudantes da Escola Estadual Francisco Villanueva vão monitorar o Ribeirão Ema, maior manancial de abastecimento da cidade. Na primeira visita ao rio eles já coletaram água e usaram reagentes para fazer análises dos níveis de oxigênio, amônia e fosfato e mediram a temperatura e o pH. Também observaram a coloração, a turbidez da água e o odor. Em Paranavaí, no Noroeste do Estado, alunos do curso Técnico em Química do Colégio Enira de Morais Ribeiro verificaram as condições ambientais do Ribeirão Paranavaizinho. Na região há mais três municípios desenvolvendo o projeto: escolas de Campo Mourão, Mamborê e Campina da Lagoa fazem em setembro o levantamento das condições ambientais do Rio do Campo, Ribeirão Mamborê e Rio Água da Penumbra, respectivamente. Em Umuarama, alunos do curso Técnico em Meio Ambiente do Colégio Estadual Professor Paulo Alberto Tomazinho escolheram para as ações o Rio Pinhalzinho, que recebe o efluente do esgotamento sanitário do município. Em Toledo, uma nova turma de alunos do Colégio Estadual Jardim Europa começa a participar do neste mês. Até o fim de 2015 serão feitas atividades de recuperação do Rio Toledo.

Em Cascavel, alunos do curso Técnico em Meio Ambiente do Colégio Estadual Professor Pedro Boaretto Neto vão realizar as ações socioambientais também a partir deste mês no Rio Cascavel. Em Foz do Iguaçu, três colégios monitoram três rios. O Colégio Agrícola Manoel Moreira Pena desenvolve ações no Arroio Pé Feio, que passa nos fundos do estabelecimento de ensino. Como atividade complementar, eles recolheram plantas que serão dissecadas para formação de um inventário florestal. O Colégio Estadual Flávio Warken monitora o Córrego Brasília e o Colégio Estadual Tancredo Neves, o Rio M’Boicy. Em Clevelândia, o projeto é desenvolvido no Colégio Estadual Assis Brasil, com mais de 100 alunos do curso Técnico em Meio Ambiente, que vão monitorar o Arroio do Brinco. Eles também farão um cadastramento dos moradores da bacia. Em Francisco Beltrão, o projeto é com o Colégio Estadual Tancredo Neves e o Córrego Três Pioneiros. 

Em Cascavel, alunos do Colégio Pedro Boaretto Neto iniciam as
ações socioambientais a partir deste mês de setembro no Rio Cascavel
Foto: Sanepar



Em Guarapuava, alunos do curso Técnico em Meio Ambiente do Colégio Estadual Francisco Carneiro Martins estão envolvidos no projeto. Além das atividades e ações previstas no cronograma, o gestor socioambiental da Sanepar, Ricardo Luiz Borges, oportuniza aos alunos e professores uma oficina de geotecnologias. Em União da Vitória, estudantes de dois colégios monitoram há mais de um ano as águas do Rio Vermelho, afluente do Rio Iguaçu. Sua nascente fica na área rural e as águas passam por toda a área urbana. Por isso, na zona urbana, alunos do Colégio Estadual Adiles Bordin fazem o trabalho e, na zona rural, estudantes do Colégio Estadual do Campo do Rio Vermelho são os responsáveis pelo monitoramento. Em Ponta Grossa participam alunos do curso Técnico em Meio Ambiente do Colégio Estadual Polivalente e dos cursos Técnico em Meio Ambiente e Técnico em Química do Colégio Estadual João Ricardo Borel Du Vernay.

Eles monitoram o Arroio da Prancha e a Bacia de Olarias. Em junho o projeto teve início também em Ipiranga. Lá participam alunos do Grupo Ambiental do Colégio Dr. Claudino dos Santos. Através do ‘Sustentabilidade’ a Sanepar fez uma parceria com o projeto Ipiranga Sustentável, desenvolvido pelo município. Em Castro, o projeto acontece em parceria com a Emater Paraná. Sanepar e Emater definiram os pontos de monitoramento das águas do Rio São Cristóvão, acompanhado por alunos do Colégio Estadual Olegário Macedo. Além disso, a Emater auxilia no contato com produtores rurais ribeirinhos. Em Reserva, estudantes da Casa Familiar Rural já fizeram o plantio de mudas às margens do Rio Reserva.