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Sangue em sítio de Bruno não é de Eliza, diz polícia

Da Redação ·
 sangue encontrado em um colchão no sítio do goleiro Bruno Fernandes de Souza, em Esmeraldas (MG), é de uma mulher, mas não de Eliza Samudio
fonte: Agências
sangue encontrado em um colchão no sítio do goleiro Bruno Fernandes de Souza, em Esmeraldas (MG), é de uma mulher, mas não de Eliza Samudio

A Polícia Civil de Minas Gerais informou nesta ontem (23) que o sangue encontrado em um colchão no sítio do goleiro Bruno Fernandes de Souza, em Esmeraldas (MG), é de uma mulher, mas não de Eliza Samudio, ex-amante do jogador desaparecida desde o início de junho. O material foi encontrado em perícia realizada em 13 de junho. O delegado chefe do Departamento de Investigações de Belo Horizonte, Edson Moreira, afirmou que a prova pode ter sido "plantada". "Na primeira vistoria feita não tinha sangue. Na segunda vistoria, foi encontrada uma grande parte de sangue, o que pode ser para tumultuar as investigações", afirmou.

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Segundo o delegado, o sítio não poderia ter sido interditado, já que a legislação brasileira não permite esse tipo de lacre, para ficar o tempo todo à disposição da polícia. Moreira disse ainda que a possibilidade de o corpo carbonizado encontrado no interior de São Paulo ser de Eliza é "praticamente zero". Os restos mortais foram achados no dia 26 de junho em Cachoeira Paulista e estão em análise na capital paulista.

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Ontem, o advogado que defende Bruno e outros seis acusados, em entrevista à Rádio Bandeirantes, em São Paulo, disse que recebeu informações de que Eliza teria sido vista em um shopping em Caxias do Sul, Rio de Janeiro. Ele ressaltou que foi apenas uma denúncia e que ainda não recebeu nenhuma imagem. "Quem falar que a Eliza está viva está com alucinação, deve ter tomado algum alucinógeno. Ela está morta", disse o delegado, reagindo às declarações divulgadas pela defesa.

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Indiciamento

O goleiro Bruno deverá ser indiciado como mandante do sequestro e assassinato de Eliza Samudio. "Bruno é o mandante. Vai ser indiciado", Segundo o delegado Edson Moreira, já existem elementos suficientes para provar a denúncia. Para ele, o caso "tem provas, tem autorias", apesar de o corpo não ter sido encontrado. Moreira explicou ainda, que Fernanda Gomes Castro, suposta amante de Bruno, está sendo investigada pela polícia e também deve ser indiciada.

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Ele acrescentou que a versão dada em seu depoimento só confirma as investigações da polícia. Fernanda teria se encontrado com Eliza na casa de Bruno, no Recreio dos Bandeirantes, para cuidar do bebê.