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Paraná implanta casas inclusivas para pessoas com deficiência

Da Redação ·
Paraná implanta residências inclusivas para pessoas com deficiências - Fotos:  Assessoria de Comunicação - Prefeitura de Mallet
Paraná implanta residências inclusivas para pessoas com deficiências - Fotos: Assessoria de Comunicação - Prefeitura de Mallet

O Governo do Paraná implantou as primeiras residências inclusivas regionais para o atendimento de pessoas com deficiência. São duas casas localizadas em Mallet, na região Centro-Sul, que vão atender a demanda de municípios de pequeno porte que não ofertam o serviço de acolhimento para esse público. As unidades serão administradas por meio de um contrato com a entidade social Associação Filantrópica Arautos do Bem. Todos os meses, o Governo do Estado fará o repasse valor de R$ 2,5 mil per capita para a execução do serviço. 

A secretária do Trabalho e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, explicou que a implantação das residências inclusivas tem o objetivo de resgatar a autonomia e o sentimento familiar dos acolhidos. “A garantia de direitos iguais a todos os cidadãos é uma prioridade na agenda do Governo do Estado. Por isso estamos investindo para que os moradores tenham atendimento de qualidade. Um lar, onde possam viver de maneira digna e humana”, disse. 

INCLUSÃO – As Residências Inclusivas são unidades de proteção social especial que ofertam o Serviço de Acolhimento Institucional para jovens e adultos com deficiência, em situação de dependência. Adaptadas com estrutura física adequada, as casas estão localizadas em áreas residenciais na comunidade. 

De acordo com a coordenadora de Proteção Social Especial da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, Elenice Malzoni, é importante que o imóvel seja amplo o suficiente para propiciar conforto e comodidade, que esteja localizado em região de fácil acesso e que ofereça recursos de infraestrutura e serviços. Os espaços devem ser aconchegantes, com iluminação e ventilação adequadas e amplo espaço externo.“As unidades não podem fugir do padrão das casas vizinhas e nem do cotidiano dos usuários. Elas não têm placa de identificação para não serem caracterizadas como um serviço institucional. É uma casa comum, onde os moradores podem conviver com a comunidade e se sentirem incluídos e bem tratados“, explicou a coordenadora. 

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ATENDIMENTO – As duas residências inclusivas já estão em funcionamento. Uma delas abriga oito mulheres, todas com deficiência mental, e duas delas também com deficiência auditiva. A segunda casa tem quatro acolhidas com deficiência mental, com previsão de chegada de mais duas, que são irmãs. Sob a responsabilidade da empresa contratada, cada unidade possui uma equipe especializada para atender, de forma personalizada, até dez moradores. O grupo é composto por uma pedagoga (coordenadora), assistente social, psicóloga, terapeuta, assistente administrativa, motorista e um trabalhador doméstico. Cada cuidadora atende até seis usuários, por turno – todas foram selecionadas de acordo com as relações de confiança que mantêm com as acolhidas. O chefe do escritório regional de Irati, da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, Sidnei Jonaldo Jorge, explicou que o plano de atendimento das acolhidas prevê ações para a reintegração familiar das dessas pessoas, em situações em que ainda há possibilidade. “Tivemos um caso concreto vivenciado por uma das acolhidas, que este ano passou as férias escolares de julho no Litoral do Estado, junto com a família”, contou. 

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PARCERIA
– O processo de implantação das residências inclusivas foi articulado pelo escritório regional. Participaram representantes do Poder Judiciário, Ministério Público Estadual é Prefeitura de Mallet, além dos serviços de saúde e socioassistenciais da rede municipal e regional. A assistência médica psiquiátrica será feita pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde de Irati.O prefeito de Mallet, Rogério da Silva Almeida, visitou o novo local e disse que a casa tem mais conforto e um espírito familiar. “Procuramos auxiliar no que pudemos, dentro dos trâmites legais. É um trabalho humanitário que está sendo realizado com essas meninas, de dar a elas melhores condições de vida.”Almeida ressaltou ainda a importância da parceria entre o Governo do Estado e a Associação Arautos do Bem no atendimento às moradoras. “Se o poder público não dá atenção, quem vai fazer esse papel? Fiquei muito contente pelo fato do município ser escolhido, isso demonstra que temos uma população hospitaleira, acolhedora e humanitária”, disse. 

ESTATUTO – Em janeiro deste ano, o governador Beto Richa sancionou a lei que estabelece o Estatuto da Pessoa com Deficiência do Estado do Paraná (Lei 18.419/15). O documento, discutido e aprovado em audiências públicas em todas as regiões do Paraná, foi criado para ampliar a inclusão social e garantir cidadania plena às pessoas com deficiência.Outra medida importante foi a criação do programa Todos Iguais pela Educação. Lançado em 2013, assegura às escolas básicas de educação especial, mantidas pelas Apaes e outras instituições, os mesmos direitos e recursos destinados às demais escolas da rede estadual. A medida beneficia mais de 42 mil alunos com deficiência de diversas faixas etárias.