Geral

Parlamento grego aprova por maioria referendo sobre oferta de credores

Da Redação ·
Jeroen Dijsselbloem diz que Grécia fechou as portas para negociação (Foto: AP Photo/Virginia Mayo)
Jeroen Dijsselbloem diz que Grécia fechou as portas para negociação (Foto: AP Photo/Virginia Mayo)

O Parlamento grego aprovou por maioria, na madrugada deste domingo (horário local), a proposta de referendo apresentada pelo governo do premiê Alexis Tsipras, em meio às negociações com a União Europeia (UE) e com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

No referendo do próximo domingo, 5 de julho, a população decidirá se o país aceita, ou não, a última oferta feita pelos credores. União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário internacional (FMI) exigem reformas econômicas na Grécia para dar ajuda financeira. O país depende desse dinheiro para pagar uma dívida com o FMI e evitar o calote que poderia tirá-la da zona do euro.

A dívida, porém, vence antes do referendo, em 30 de junho.Segundo o texto da proposta, os gregos poderão dizer "sim", ou "não", às medidas propostas por UE e FMI na sexta-feira ao governo de Alexis Tsipras em uma das últimas rodadas de negociação entre as duas partes. A negociação se arrasta desde o final de fevereiro.

continua após publicidade


Segundo contagem definitiva dos votos, dos 300 deputados da Casa, 178 votaram a favor; 120, contra; e dois se abstiveram. Os membros da maioria governista de esquerda radical e seus aliados da direita soberanista Gregos Independentes (ANEL) votaram pelo referendo, assim como os deputados do neonazista Aurora Dourada. Já os conservadores do Nova Democracia e os socialistas do Pasok votaram contra, caminho seguido pelos comunistas do KKE e pelo partido de centro Potami.

No discurso no Parlamento antes do início da votação, o primeiro-ministro Tsipras considerou que "o povo grego dirá um 'grande não' ao ultimato, mas, ao mesmo tempo, um 'grande sim' à Europa da solidariedade". Em defesa da consulta popular, ele disse estar convencido de que, "no dia seguinte desse orgulhoso 'não', a força de negociação do país será reforçada" diante de seus credores UE e FMI.

Fonte: Do G1, em São Paulo (Clique aqui e leia matéria completa)