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​Lutador suspeito de estuprar e matar enteado vai a julgamento nesta quarta

Da Redação ·
O médico chegou por volta das 10h20 e o júri ainda aguarda a enfermeira - Foto: Divulgação
O médico chegou por volta das 10h20 e o júri ainda aguarda a enfermeira - Foto: Divulgação

O julgamento de Daryell Dickson de Menezes Xavier foi iniciado às 9h desta quarta-feira (17/6), mas teve de ser paralisado por falta de duas testemunhas, uma de defesa e outra de acusação. O médico Francisco Sales de oliveira Junior e a enfermeira Lívia Gracie, que atenderam Miguel Estrela, a criança de 1 ano e 11 meses que foi espancada até à morte, em Vicente Pires, em março de 2014, foram convocados, mas não se apresentaram. Família e amigos da criança estão concentrados em frente ao Fórum de Taguatinga.

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O juiz João Marcos Guimarães Silva, que conduz a sessão no Fórum de Taguatinga, havia autorizado o prosseguimento do júri, mas a defesa Daryell Dickson afirmou que a presença dos dois é fundamental.

O magistrado então solicitou as presenças. O médico chegou por volta das 10h20 e o júri ainda aguarda a enfermeira. Caso ela não compareça por vontade própria, pode ser levada por força de mandado de condução coercitiva. 

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No total, participam do julgamento 18 jurados e 10 testemunhas, sendo cinco de defesa e cinco de acusação. Contra Daryell Dickson constam denúncias de homicídio qualificado, sem chance de defesa da vítima, e de estupro de vulnerável. A avó da criança, Márcia Estrela, diz que a expectativa é pela condenação de Daryell. "O desejo é que o martelo seja batido em pena máxima", afirma.

A primeira testemunha, Maria Clara da Costa Campos, técnica em enfermagem, afirmou que fez o primeiro atendimento de Miguel Estrela quando ele chegou ao hospital. Segundo ela, o menino chegou nos braços Daryell Dickson, por volta de 11h50. “Ele pedia socorr e dizia que era filho dele”, disse. A técnica relatou ainda que o menino chegou com sinais vitais baixos e foi encaminhado diretamente para a sala vermelha, de reanimação. “O Daryell ficou fora da sala, mas ainda no pronto-socorro. Quando sai da sala para buscar uma medicação, o vi de cabeça baixa, muito agitado. Ouvi a hora que ele falou assim: ‘que merda eu fiz?’”