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​Jovem que teve castigo divulgado na internet se mata nos EUA

Da Redação ·
Izabel pulou de uma ponte em Tacoma; polícia local investiga o caso - Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Izabel pulou de uma ponte em Tacoma; polícia local investiga o caso - Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

A adolescente Izabel Laxamana, 13 anos, matou-se pulando de uma ponte em Tacoma, cidade de Washington, nos Estados Unidos. O ato de desespero aconteceu logo depois de um vídeo em que ela aparece tendo os longos cabelos cortados pelo pai --como forma de punição por um mau comportamento-- ter sido divulgado nas redes sociais, segundo reportagem publicada pelo jornal americano "Daily News".

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A polícia local abriu uma investigação sobre o episódio e o pai da jovem não deverá ser responsabilizado. Os oficiais trabalham com a hipótese de bullying, já que a jovem teria postado na rede social Google Plus que odiava estar na escola, onde todos a julgavam. "A investigação está sendo frustrante, pois a única pessoa que disse ter informações sobre o caso sequer conhecia menina", disse a policial Loretta Cool ao periódico americano.

Os motivos que levaram o pai a repreender a filha dessa forma não foram divulgados à imprensa. Segundo Loretta, o vídeo não foi publicado na internet pelo pai da garota.

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A menina saiu de um carro na última sexta-feira (5) e pulou de uma ponte na rodovia interestadual da cidade. Ela chegou a ser socorrida e levada para um hospital de Seattle, mas morreu no dia seguinte.

Alguns usuários das redes sociais acusam o pai de Izabel de humilhação pública e o culpam pelo suicídio. Até uma página no Facebook, intitulada "Justiça para Izabel", foi criada pedindo que o homem responda criminalmente pela morte da filha.

"Ela fez algumas escolhas erradas, mas não precisava se matar por isso," afirmou Loretta ao "Daily News". Na entrevista, a oficial da polícia reconheceu que cortar o cabelo para disciplinar a garota não foi a melhor maneira de castigá-la.

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Segundo psicólogas e psicopedagogas, esse tipo de punição humilhante pode ser muito prejudicial para o desenvolvimento da subjetividade do adolescente, além de causar problemas de autoestima, raiva e revolta em relação aos pais.

O vídeo original do castigo foi retirado do YouTube, no entanto, um amigo da adolescente compartilhou o material com o objetivo de desencorajar outros pais a fazerem o mesmo.

Com informações do UOL - Veja matéria completa AQUI