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​Um ano depois, Curitiba ainda espera obras prometidas para a Copa

Da Redação ·
Trincheira inacabada na Avenida das Torres, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (Foto: Murilo Basso / G1)
Trincheira inacabada na Avenida das Torres, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (Foto: Murilo Basso / G1)

Um ano após o início da Copa do Mundo, Curitiba ainda aguarda a entrega completa de seis das 11 principais obras prometidas à população para o evento. Apenas quatro obras foram entregues totalmente prontas e uma delas foi excluída da matriz de responsabilidade da Copa e não vai ser executada. A maior parte das construções atrasadas é de responsabilidade do governo do estado, mas tanto a prefeitura, quanto o Atlético-PR, também ficaram devendo aos moradores.

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Da parte estadual, o que ficou prometido e ainda não foi totalmente entregue tem a ver com as obras de mobilidade urbana entre Curitiba e a Região Metropolitana. Os corredores de mobilidade tiveram atrasos em todas as obras. Uma das obras da Via Radial de Integração, na Avenida Salgado Filho, em Curitiba, só foi iniciada em fevereiro de 2015. A previsão de entrega é para agosto deste ano.

Já a obra da Avenida das Torres, que liga o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, à Rodoferroviária de Curitiba, no centro da capital paranaense, ainda aguardá alguns ajustes para ser totalmente entregue, embora as pistas para os carros já estejam liberadas desde junho de 2014. Apenas a parte curitibana da obra, de responsabilidade da prefeitura, está totalmente pronta. A mesma situação pode ser vista próximo dali, no corredor da Avenida Marechal Floriano. A obra deveria criar uma extensão para a linha de ônibus expresso que sai do Centro de Curitiba em direção ao bairro Boqueirão. A ideia era estender a canaleta até São José dos Pinhais. Porém, quando se sai de Curitiba para a cidade vizinha, o que se observa é um canteiro de obras ainda inacabadas. A previsão de entrega deste trecho é para dezembro de 2015. Para todos os casos, a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), órgão estadual responsável por tocar as obras, cita uma série de entraves com a liberação dos recursos do PAC. Entre eles, estão problemas no pagamento; remanejamento de interferências urbanas promovidas por concessionárias de serviços públicos, como postes e tubulações de água; e burocracia para a liberação de recursos.

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Terminal atrasa e avenida 'some'

Da parte da prefeitura, uma obra bastante aguardada pelos moradores é a conclusão do Terminal Santa Cândida, que fica na área norte da cidade. A reforma do terminal de ônibus iria culminar na criação de uma nova linha de ônibus entre o bairro e a Praça do Japão, na região central. Todas as estações-tubo que fariam parte dessa nova linha foram desalinhadas, mas o terminal em si ainda é um canteiro de obras.

O terminal deveria ter sido entregue antes da Copa do Mundo, mas em março de 2014, a prefeitura reconheceu que não conseguiria entregar a obra e a retirou das promessas para o evento. Segundo a prefeitura, houve problemas com a contratação da empreiteira que deveria ter entregue a obra. Uma nova licitação foi feita e a última previsão das autoridades municipais é entregar o terminal pronto apenas no segundo semestre deste ano. Outra obra que "sumiu" das responsabilidades da prefeitura foi a requalificação da Avenida Cândido de Abreu, no Centro Cívico.

O local abriga, entre outros prédios, as sedes dos governos municipal e estadual. A prefeitura alegou que havia problemas para arcar com os custos previstos e desistiu de iniciar a obra e ela não deve ser feita nesta gestão.