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​Atentado contra mesquita na Nigéria mata pelo menos 26 pessoas

Da Redação ·
Estudantes muçulmanas passam em frente à mesquita de Maiduguri, capital do estado de Borno, na Nigéria, em julho de 2010 - Foto de Pius Utomi Ekpei/AFP/Arquivos
Estudantes muçulmanas passam em frente à mesquita de Maiduguri, capital do estado de Borno, na Nigéria, em julho de 2010 - Foto de Pius Utomi Ekpei/AFP/Arquivos

Pelo menos 26 pessoas morreram neste final de semana na cidade nigeriana de Maiduguri, após um suicida atear fogo em si mesmo dentro de uma mesquita, informou neste domingo o jornal nigeriano “Premium Times”.

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“Está confirmado que 26 pessoas morreram e outras 28 ficaram feridas”, disse Aderemi Opadokun, delegado da polícia na província do estado de Borno, do que é capital Maiduguri.

Segundo a fonte, a explosão aconteceu durante a oração na mesquita situada nas imediações de um mercado.

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O terrorista entrou na mesquita simulando ser um vendedor ambulante.

O ataque, atribuído ao grupo terrorista islâmico Boko Haram, aconteceu na tarde de sábado, horas depois que foguetes lançados contra edifícios residenciais de Maiduguri por militantes do grupo mataram pelo menos 11 pessoas.

Também no sábado, pistoleiros do Boko Haram atacaram com tiros edifícios governamentais de duas localidades do estado de Yobe, nas incendiando vários imóveis e roubando comida e bebidas das lojas e gasolina dos vendedores clandestinos de combustível.

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Alertados sobre a chegada dos fundamentalistas, muitos moradores fugiram destes municípios para encontrar refúgio em lugares seguros, informou o jornal “Daily Truste”.

Estes novos ataques ocorrem poucas horas depois que o novo presidente, Muhammadu Buhari, ordenou a mudança do comando do Exército da capital administrativa, Abuja, a Maiduguri para intensificar a luta contra Boko Haram.

Situados no norte de maioria muçulmana do país, Borno e os estados vizinhos de Adamawa e Yobe são o centro da atividade do Boko Haram, que controlava até há pouco dezenas de localidades na zona.

O Boko Haram luta por instaurar um califado islâmico na região e tentou em várias ocasiões tomar a cidade de Maiduguri.