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​Justiça ouve testemunhas sobre a morte de jovem pelo ex-namorado

Da Redação ·
Cíntia Quadros de Souza foi encontrada morta no dia 21 de janeiro deste ano em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná - Foto: Divulgação
Cíntia Quadros de Souza foi encontrada morta no dia 21 de janeiro deste ano em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná - Foto: Divulgação

A Justiça começou nesta segunda-feira (25) as oitivas das testemunhas de defesa da estudante de Educação Física Cíntia Quadros de Souza, 22 anos. 

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Ela foi encontrada morta no dia 21 de janeiro deste ano em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná.

O ex-namorado de Cíntia, Paulo Leandro Spinardi, 33 anos, está preso e já foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) pela morte da jovem. Segundo o assistente de acusação, Fernando Madureira, foram ouvidas cinco testemunhas de acusação nesta segunda. Outros depoimentos de testemunhas de acusação serão colhidos na quinta-feira (28). Após as testemunhas de acusação, serão ouvidas as testemunhas de defesa e o próprio réu, que está preso desde 21 de janeiro no presídio Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa.

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A partir daí, a Justiça vai definir se o acusado irá ou não a júri popular. Ele foi denunciado pelo MP-PR por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.

A morte gerou comoção na cidade. Cíntia foi vista pela última vez em companhia do ex-namorado, no dia 14 de janeiro. Parentes da jovem registraram um Boletim de Ocorrência do desaparecimento quatro dias depois.

Os familiares disseram que Cíntia e Spinardi tinham se encontrado para resolver uma pendência com relação a um carro que foi comprado pelo acusado, mas estava no nome da estudante.

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A Polícia Civil obteve informações de que a jovem e o ex-namorado foram vistos na região do Rio São Jorge. A pedido da Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros fez buscas na região. Na manhã do dia 21 de janeiro, ela foi achada morta. Spinardi se apresentou na delegacia no mesmo dia e ficou preso porque a Justiça já tinha expedido mandado de prisão contra ele.

No dia 24 de janeiro, parentes e amigos de Cíntia fizeram uma passeata no Centro de Ponta Grossa para pedir justiça no caso. Um laudo, emitido no início de fevereiro, confirmou que a jovem morreu por afogamento. Já no dia 10, Spinardi saiu da prisão e foi escoltado até o Rio São Jorge para dar sua versão sobre como a estudante morreu. Em depoimento na fase do inquérito policial, Spinardi disse que a jovem caiu acidentalmente de uma altura de 12 metros e morreu.