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Após três dias, servidores do Itamaraty decidem suspender greve

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ISABEL FLECK
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Numa votação apertada (193 votos contra 189), os servidores do Itamaraty aprovaram a suspensão da greve iniciada na última terça-feira (12) e que contou com a adesão de cerca de 400 funcionários em 83 dos 227 postos do Brasil no exterior.
Segundo o Sinditamaraty -sindicato que representa diplomatas e oficiais e assistentes de chancelaria-, foi dado um prazo de uma semana para que o ministério atenda a algumas condições definidas na assembleia desta quinta (14), antes que seja votada uma nova greve.
Entre as exigências está uma manifestação de apoio do Itamaraty às demandas sobre a garantia do pagamento do auxílio-moradia para funcionários no exterior e sobre o reenquadramento dos subsídios de todos os funcionários -que, segundo o sindicato, estão defasados em relação às demais carreiras de Estado.
O sindicato também pede a negociação sobre as horas de trabalho que o ministério prometeu descontar do salário dos grevistas pelos três dias de greve.
Segundo o Itamaraty, apesar da greve, não houve comprometimento dos serviços prestados no exterior. Mesmo nos postos em que houve mais adesão, pelo menos 30% do quadro continuou trabalhando para garantir os serviços essenciais, como emissão de vistos e passaportes de emergência.
A participação representou 20% dos 1.949 funcionários lotados no exterior -em sua maioria, oficiais e assistentes de chancelaria. Em Brasília, cerca de 250 servidores pararam -pouco menos de 20%.
Mesmo assim, o sindicato classificou como "surpreendente" a adesão. "Os funcionários do exterior queriam continuar em greve, mesmo tendo seu ponto cortado em dólar", disse Sandra Nepomuceno, presidente do Sinditamaraty.
A principal reivindicação da greve foi a garantia do pagamento do auxílio-moradia, que chegou a ser atrasado em três meses. Esta foi a primeira greve dos funcionários do Itamaraty desde 2012.

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