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Mulheres protestam em Buenos Aires a favor do parto em casa

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MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Um grupo de mulheres tirou a roupa no centro de Buenos Aires, nesta quinta (14), para protestar a favor do parto em casa.
Reunidas pela Associação Argentina de Parteiras Independentes, as mulheres protestaram contra um protocolo do Ministério da Saúde do país que dificulta o acesso ao parto em casa.
Dez mulheres ficaram sem camisa, com seios à mostra pintados, enquanto seguravam placas com os dizeres "sim ao parto em casa com parteiras".
Segundo a presidente da entidade, Marina Lembo, o governo não consultou as parteiras para criar as normas, que não levam em consideração os protocolos internacionais.
Um exemplo de excesso, disse, é o limite de 35 anos imposto às mães que queiram ter filhos em casa.
Lembo afirma que o parto em casa é feito com cuidados: há equipamentos para monitorar a saúde da mãe e do bebê e não se pode estar a mais de 30 minutos de um hospital.
No protesto, Natália Piccardo, 35, contou que teve a filha Núria em casa há um ano. Ela disse que o plano de saúde se recusou a pagar os honorários das parteiras, de 10.000 pesos (cerca de R$ 4 mil).
"Eu argumentei que eles pagariam três vezes mais se eu parisse em um hospital, mas não me deram ouvidos. Tem muita gente que não tem esse dinheiro, e o parto em casa deveria ser um direito de todas as mães", disse.

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