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Reunião entre governo e professores de São Paulo termina em impasse

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em reunião com o sindicato de professores do Estado de São Paulo, o governo Alckmin (PSDB) não apresentou proposta concreta de aumento salarial, como reivindicado pela categoria. A greve completará dois meses na quinta-feira (14).
De acordo com a Apeoesp, entidade que representa o magistério paulista, o secretário Herman Voorwald (Educação) teria prometido apresentar um índice de reajuste em junho, a ser pago a partir de julho, data-base da categoria.
A entidade informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o cenário será debatido nas assembleias regionais na quinta-feira (14), para depois a manutenção ou não da paralisação ser votada na assembleia estadual, na sexta (15).
A Secretaria de Estado da Educação divulgou, em nota, que "foi reforçado o compromisso de manutenção da política de reajuste salarial, com data-base em 1º de julho".
A secretaria voltou a se comprometer a enviar, em até 30 dias, um projeto de lei à Assembleia Legislativa para incluir professores temporários na rede de atendimento do Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual).
O governo disse que ampliará, a partir do ano que vem, o número de professores-coordenadores para as 5.000 escolas estaduais. Há hoje 10 mil em exercício. A pasta disse ter definido uma comissão de técnicos da secretaria para receber as informações da Apeoesp sobre escolas que teriam mais alunos por sala do que o permitido.
REIVINDICAÇÕES
Entre as principais reivindicações dos professores, estão a o reajuste salarial de 75,33% para equiparação com outras categorias com formação equivalente, o fim do fechamento de classes para evitar a superlotação nas remanescentes e a aceleração do processo de aposentadoria.

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