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SPTrans estima 675 mil passageiros afetados por paralisação de ônibus

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A paralisação que fechou 29 terminais de ônibus da capital paulista, por duas horas, na manhã desta terça-feira (12), afetou em torno de 675 mil passageiros, segundo estimativa da SPTrans (empresa de transporte municipal em São Paulo), divulgada nesta tarde.
O protesto da categoria teve início um pouco antes das 10h e durou até as 12h. Nesse período, motoristas e cobradores usaram ônibus para impedir a saída dos demais coletivos, suspendendo a operação nos 29 terminais sob a administração da SPTrans. Houve acúmulo de ônibus e de passageiros nos terminais, mas não teve tumultos.
Segundo a SPTrans, linhas municipais que operam nos terminais administrados pelo Metrô também foram paralisadas - ao todo, há 17 terminais de ônibus interligados a estações do metrô, que recebem linhas municipais e, em alguns casos, intermunicipais.
A paralisação desta terça acontece para pedir reajuste salarial da categoria. O sindicato da categoria reivindica reposição da inflação (em torno de 8%) e mais 7% de aumento real, enquanto o sindicato patronal propõe reajuste de 7,21%, que corresponde à inflação do período segundo outro índice.
O sindicato patronal afirmou, em nota, que "considera intempestiva a manifestação" e que "as negociações estão em andamento e ainda não se esgotaram".
Já o presidente do sindicato, Valdevan Noventa, disse que pode haver "paralisações maiores" caso não haja andamento nas negociações. Ao todo, a capital paulista tem 15 mil ônibus circulando por dia.
O piso salarial de motoristas de ônibus de São Paulo é de R$ 2.151,40 e dos cobradores é de 1.244,20, com data-base em maio. O último reajuste da categoria foi no ano passado, de 10%.
Segundo o sindicato patronal, a capital paulista tem o segundo maior salário de motoristas de ônibus do país, atrás apenas de Porto Alegre, que com o dissídio deste ano chegou a R$ 2.168.

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