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​Fui premiado por ter duas mães, diz filho de casal homossexual

Da Redação ·
Raphael terá comemoração em dobro no Dia das Mães (Foto: Adriana Justi / G1)
Raphael terá comemoração em dobro no Dia das Mães (Foto: Adriana Justi / G1)

O Dia das Mães vai ser com comemoração em dobro para o paranaense Raphael Augusto Lira Brunetto, de 10 anos. Ele tem duas mães, ou melhor, uma mãe e um "pãe", como ele mesmo prefere dizer ao se referir a Léo Brunetto, que é casada com a mãe biológica dele, Dayana Brunetto. As informações são do G1.

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"Eu fui premiado por ter duas mães. Tenho muito orgulho da luta dessas duas pela vida e pelo que sentem", disse ao G1. Léo convive com o garoto desde o primeiro ano de idade e também o considera como filho. O menino explica que a apelidou de pãe porque nas situações mais rígidas do dia a dia, é ela quem acaba assumindo, também, o papel de pai. O pai biológico do garoto não tem convivência com a família, segundo Dayana. "Eu sou a pãe, mas sou a mais chorona e sensível da casa", brinca Léo.

Tímido e de poucas palavras, Raphael leva com naturalidade a opção sexual do casal e diz que não se incomoda com os casos de preconceito, que são constantes, principalmente na escola, segundo ele. Apesar de serem duas mães, Leo explica que, como já é tradição na família, o presente será dado apenas para Dayana. "Nós dividimos as datas. No Dia das Mães ela ganha o presente. No Dia dos Pais, é a minha vez. Essa foi a maneira que nós encontramos pra que nenhuma das datas passe despercebido". Sobre o presente de Dayana, Raphael diz não ter dúvidas sobre o gosto dela, mas que não pode contar por ser surpresa. "Eu não tenho palavras pra explicar o carinho que eu tenho por ele e que ele tem por mim. É o filho que qualquer mãe pediu a Deus", disse Léo. Para Dayana, o filho é motivo, além de qualquer coisa, de muito orgulho. "Ele supera as nossas expectativas com relação a tudo. Meu amor maior".

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Paixão à primeira vista 

A professora Dayana Bruneto e a representante comercial Léo Ribas foram o primeiro casal de lésbicas o oficializar a união estável no Brasil, em maio de 2011. As duas se conheceram quando Raphael tinha pouco mais de um ano. "Foi paixão à primeira vista", lembra Léo ao contar que as duas se conheceram em um bar da capital. Atualmente, as duas também são representantes estaduais da liga Brasileira de Lésbicas.