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Egito confisca bens de empresas de ex-jogador de futebol do país

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Autoridades egípcias confiscaram vários bens e ativos de Mohamed Aboutreika, o jogador de futebol mais popular do país, devido a suspeitas de sua ligação com a Irmandade Muçulmana, grupo islâmico banido e considerado terrorista.
A decisão foi tomada por um comitê judicial que seguiu um rastro de dinheiro da Irmandade Muçulmana para a empresa de turismo de Aboutreika.
O comitê ordenou ao Banco Central egípcio que congelasse as contas bancárias de todas as empresas de Aboutreika, segundo informou um funcionário do governo que falou sob condição de anonimato.
Os demais bens do jogador não foram alvo de nenhuma determinação judicial, afirmou o funcionário.
Chamado de "O Mago" por seus fãs, Aboutreika, que jogou pelo popular clube Al-Ahly, já não atua mais como jogador. Nos últimos anos, ele foi escolhido o melhor jogador do continente africano por quatro vezes.
O jogador atuou na derrota de seu time para o Corinthians, em 2012, no Mundial de Clubes, no Japão.
Além do futebol, as posições nacionalistas que defende alimentam a popularidade de Aboutreika.
Em 2008, quando palestinos da Faixa de Gaza romperam a cerca que os separa do Egito, ele tirou sua camisa vermelha da equipe para mostrar uma branca que vestia por baixo e onde se lia: "Importe-se com Gaza".
Em sua página no Facebook, o ex-jogador escreveu: "Não vou deixar o país".
A decisão do comitê judicial foi amplamente criticada nas redes sociais, e ativistas lançaram uma campanha em defesa do ex-atleta.
Após o golpe militar que derrubou em 2013 o então presidente Mohammed Mursi, o governo egípcio classificou a Irmandade Muçulmana de organização terrorista e confiscou seus bens.
A maioria dos líderes do grupo está no exílio ou na prisão.

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