Derrotada, brasileira diz que não desistirá do Parlamento britânico
LEANDRO COLON
LONDRES, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) - Após perder a eleição britânica, a brasileira Paula Dolphin, 45, diz que vai tentar novamente uma vaga no Parlamento e avalia que a derrota "devastadora" do seu partido no Reino Unido contribuiu para o revés.
Terceira colocada pelo Partido Liberal-Democrata no distrito de Torridge e Devon, na Cornualha, ela diz que não vai desistir do objetivo de um dia ocupar uma cadeira em Westminter.
"Apesar de não ter conseguido o resultado desejado, sou brasileira e estou acostumada a lutar pelos meus sonhos. Não estou desanimada, continuarei batalhando até conquistar a vitória", disse à reportagem.
"Com meu jeitinho brasileiro, conquistarei os corações dos meus eleitores para que em 2020 eu consiga a vitória desejada", ressaltou. Filha de pai inglês e mãe brasileira, ela nasceu em São Paulo em 1970 e mudou-se em 1995 para a Inglaterra.
Nesta eleição, Paula obteve 7.483 votos, ficando atrás do candidato do Ukip (extrema-direita), Derek Sargent, 10.371 votos, e do vencedor da disputa na região, o conservador Geoffrey Cox, reeleito com 28.774 votos.
O Liberal-Democrata, partido de Paula, protagonizou o maior vexame da eleições: saiu de 57 cadeiras obtidas em 2010, para apenas oito na votação realizada nesta quinta-feira (7).
O partido integrava a coalizão do primeiro governo do conservador David Cameron, agora reeleito para o cargo de primeiro-ministro após seu partido obter 331 cadeiras. A gestão foi marcada pela política de rígida austeridade fiscal.
"Em relação ao meu partido, os resultados foram devastadores. Para mim e meus colegas, foi uma surpresa. Qual a razão disso? Talvez porque entramos em coligação com a direita, e fomos culpados pelos cortes devidos à austeridade", afirmou a brasileira.
