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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A reunião de conciliação realizada na tarde desta quinta-feira (7) entre o governo estadual e Apeoesp (sindicato dos professores do Estado) terminou sem acordo.
A gestão Alckmin não apresentou nenhuma proposta, sob alegação de que a data-base é julho e que não é possível saber agora como estará a arrecadação do Estado daqui dois meses.
A reunião foi convocada pelo Tribunal de Justiça, a pedido da Apeoesp. Como não houve acordo, agora será aberto processo judicial para o caso.
Nesta sexta (8), os professores farão uma nova assembleia, às 14h e no vão-livre do Masp, na região central de São Paulo, para definir os próximos passos. A categoria está paralisada há 53 dias.
A Justiça determinou, liminarmente, que o governo não desconte os dias parados dos grevistas. O entendimento é que a Constituição protege o direito à greve.
O governo do Estado ainda pode recorrer da decisão.
O piso pago aos professores do Estado de São Paulo é de R$ 2.415,89. Os docentes paulistas entraram em greve no dia 16 de março e pedem um reajuste salarial de 75,33%, melhores condições de trabalho e o fim do fechamento de classes.
PROTESTOS
Ao menos três protestos já foram realizados pelos professores da rede estadual de São Paulo nesta quinta.
Por volta das 16h, um grupo de professores fazia um ato na praça da Sé, na região central de São Paulo, para pedir que o governo estadual negocie com a categoria. Segundo a PM, cerca de 200 pessoas estavam no local, mas não havia interferência no trânsito.
Mais cedo, um grupo de professores já tinha fechado uma das pistas da rodovia Régis Bittencourt, para pedir a mesma coisa. O grupo de cerca de 50 docentes fechou por cerca de 15 minutos a pista sentido São Paulo no km 284, próximo ao acesso à Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
Cerca de cem professores também fizeram um protesto na zona leste de São Paulo na manhã desta quinta. Segundo a Polícia Militar, os docentes fecharam a rua Tuiuti por cerca de uma hora e 40 minutos, liberando o local por volta das 10h40. Não houve registro de tumultos no local.
A paralisação atinge boa parte das maiores escolas, mas com baixa adesão. A reportagem consultou nesta semana os 15 colégios com mais matrículas na capital. Dos 12 que responderam, apenas dois afirmaram que não havia nenhuma paralisação.

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