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​Polícia prende suspeitos da 'gangue de dinamites' com 45 kg de explosivo

Da Redação ·
Material apreendido pela Polícia Civil do Paraná (Foto: Luiza Vaz / RPC)
Material apreendido pela Polícia Civil do Paraná (Foto: Luiza Vaz / RPC)

Cinco suspeitos de integrar a “gangue de dinamites”, quadrilha especializada no roubo de caixas eletrônicos, foram presos nesta quarta-feira (6) em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, com 45 quilos de explosivo. A quantidade de emulsão explosiva apreendida poderia estourar pelo menos 120 caixas eletrônicos, segundo o  delegado-titular do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), Sivanei Almeida Gomes. Além do explosivo, no mesmo local das prisões, foram apreendidos um fuzil 556, uma metralhadora, três pistolas, oito coletes à prova de bala, dois rolos de cordéis, que são usados na explosão, e três carros – sendo um importado.

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“Passamos seis meses investigando essa quadrilha. Há fortes indícios de que, neste ano, eles são responsáveis por 11 casos de roubo a caixas eletrônicos na Região Metropolitana de Curitiba, no interior do Paraná e em Navegantes ”, afirmou o delegado.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, a quadrilha agiu em São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Reserva, Guarapuava, Irati e Navegantes, que fica em Santa Catarina.

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Nos dois primeiros meses de ano, a média mensal era de 25 caixas eletrônicos sendo explodidos na Região de Curitiba, conforme a Polícia Civil que informou que, em março e abril, a média caiu para 11 explosões por mês. “A prisão da quadrilha vai refletir numa queda acentuada de casos no interior, que era onde ela mais atuava”, ressaltou Gomes. Todos os suspeitos foram presos em flagrante pelos crimes de posse ilegal de explosivos, de armas e de munição de uso restrito, além de receptação. Dos cinco, três estavam foragidos: um por homicídio e roubo, outro por roubo e furto, e o terceiro havia fugido do sistema prisional, conforme o delegado.

O sobrado tríplex onde houve a prisão era usado como um "quartel general" da quadrilha. Os suspeitos têm entre 25 e 35 anos de idade.

A ação policial foi coordenada pelo Tigre e pela tropa de elite da Polícia Civil, com auxílio da Agência de Inteligência da Polícia Civil do Paraná e da Diretoria da Inteligência da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina.