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Após divergência, Haddad diz que negocia ação na cracolândia com Alckmin

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FELIPE SOUZA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após divergências com o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, sobre a ação na cracolândia, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que agora está negociando diretamente com o governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Na última semana, Haddad havia dito que contava com a ajuda da Polícia Militar para impedir a volta de traficantes e barracas para a área na região central após retirar a "favelinha" que havia no local. O secretário da Segurança, porém, disse que aquele era um problema social, não se segurança pública.
O prefeito disse nesta terça-feira (5) que a polícia está colaborando na ação para combater o tráfico de drogas. "Eu estou falando direto com o governador para evitar qualquer problema desse tipo. Falamos no final de semana. Ele é um apoiador do programa e acho que estamos no caminho certo", afirmou.
Haddad disse ainda que a operação está ocorrendo como o previsto e que parte dos usuários que estavam na cracolândia foi encaminhada ao programa "De Braços Abertos", que oferece emprego, moradia e tratamento aos viciados.
"Passei hoje lá [cracolândia] duas vezes, e a situação está muito diferente da semana passada. Você não encontra mais nenhuma barraca. São 583 pessoas sendo tratadas, é um dos maiores programas do mundo, uma referência em redução de dano", afirmou o prefeito.
A operação da prefeitura para remover as barracas montadas por usuários de drogas na cracolândia teve início na última quarta (29) e provocou tumulto e confronto entre os dependentes de drogas e policiais. Houve bombas de gás, barricadas de fogo, "guerra" de pedras e comerciantes correndo para fechar as portas. Ao menos dois usuários e um PM ficaram feridos.

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