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A três dias de eleição, Cameron faz apelo para obter maioria

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LEANDRO COLON
BATH, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) - A três dias das eleições britânicas, o primeiro-ministro David Cameron fez um apelo nesta segunda-feira (4) em busca de uma maioria no Parlamento para o Partido Conservador.
Sobrou até para seu aliado hoje no governo, o partido Liberal-Democrata. "Se vocês querem que eu permaneça como primeiro-ministro, votem no Partido Conservador, e não no Liberal-Democrata", afirmou, num evento fechado para cerca de 200 simpatizantes numa escola em Bath, na Inglaterra.
Em seu discurso, Cameron afirmou que os liberais-democratas podem se aliar aos trabalhistas e ao SNP (Partido Nacional da Escócia) para tirar os conservadores do poder.
Ela ainda destacou a recuperação econômica do Reino Unido, o maior da Europa em 2014, e o baixo desemprego, como argumentos para continuar como premiê. Militantes seguravam cartazes exaltando os números da economia britânica.
"A economia é tudo no país", disse Cameron. "Vocês querem que a economia avance ou volte para trás com Ed Miliband [líder do Partido Trabalhista] e o SNP?", questionou.
A eleição está marcada para quinta-feira (7), e as pesquisas apontam para um racha no Parlamento, sem que nenhum dos dois tradicionais partidos, o Conservador e o Trabalhista, consiga maioria para governar sozinho.
As pesquisas mostram que os liberais-democratas, sensação das eleições de 2010 e hoje aliados de coalizão do governo de Cameron, devem perder pelo menos metade de suas cadeiras no Parlamento.
Diante disso, o líder do partido, Nick Clegg, rompeu com Cameron durante a campanha e sinalizou que poderia fazer uma aliança para eleger Miliband primeiro-ministro.
Analistas apontam para o risco de que nem uma coalizão seja suficiente para formar a maioria de 326 cadeiras, entre 650, necessárias no Parlamento.
O SNP, ao que tudo indica, deve obter mais de 50 das 59 cadeiras da Escócia em Londres (hoje tem apenas seis) e pode ajudar a eleger Miliband, mas sem integrar seu governo formalmente.
Nesse caso, seria o chamado governo de minoria, mais instável politicamente do que o tradicional de maioria.

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