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Alckmin orienta secretário a ajudar prefeitura em ações na cracolândia

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FELIPE SOUZA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta segunda-feira (4) que orientou o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, a trabalhar junto com a prefeitura na região da cracolândia, no centro de São Paulo.
Durante ação para a retirada de barracos erguidos por viciados na região na última quarta (29), o prefeito Fernando Haddad (PT) disse que contava com a ajuda da Polícia Militar para impedir o retorno da "favelinha". O secretário Alexandre Moraes, porém, disse que aquele é um problema social , não de segurança pública.
Durante evento em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, o governador disse que o Estado também vai atuar na região onde estão concentrados os usuários de crack. "O [secretário] Alexandre de Moraes está orientado a trabalhar junto com a prefeitura. [A] Polícia Militar deve dar toda a retaguarda para a Guarda Civil Metropolitana. Traficante é criminoso e precisa ser preso, e a polícia está trabalhando permanentemente. É trabalhar juntos", afirmou Alckmin.
Um dia após a operação que acabou em violência na cracolândia, a PM "sumiu" da região e voltou apenas no sábado (2), com dezenas de homens . O policiamento no dia anterior estava apenas sob a responsabilidade da GCM (Guarda Civil Metropolitana), que ocupou a cracolândia para evitar que os viciados remontassem as barracas.
Alckmin ressaltou que a ajuda estadual para atender os viciados também deve incluir o tratamento. "Às vezes você tem mais de uma patologia [por paciente]. Ele [usuário] tem dependência química com tuberculose, com esquizofrenia. Nó fizemos um hospital em Botucatu, o primeiro do país só para dependente químico, e estamos chegando a 2.000 leitos no Estado de São Paulo", disse o governador.
Na mesma agenda que o governador usou para inaugurar as obras de transposição de água do sistema Rio Grande para socorrer o Alto Tietê, ele foi hostilizado por um grupo de professores em greve.
OPERAÇÃO
Na quarta (29), a prefeitura fez uma operação na cracolândia para remover as moradias precárias ali construídas –usadas tanto para consumo como para venda de crack. O município mantém no local o programa Braços Abertos, que dá trabalho e moradia aos dependentes químicos.
Houve confusão e confronto entre usuários de drogas e policiais.
Conforme a Folha noticiou, auxiliares do prefeito Fernando Haddad (PT) conversaram com traficantes de drogas que se apresentaram como líderes da área antes de iniciar a operação, para tentar evitar que houvesse violência.
A iniciativa da gestão Haddad gerou críticas da oposição, como as do vereador Andrea Matarazzo (PSDB), e foi defendida por aliados, como o vereador petista Paulo Fiorilo e o secretário municipal de Direitos Humanos, Eduardo Suplicy.

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