Professores em greve no PR fazem passeata para demonstrar indignação

Os professores que estão em greve no Paraná há seis dias fazem uma passeata na manhã desta sexta-feira (1º), feriado do Dia do Trabalho, para demostrar a indignação da categoria após o confronto de quarta-feira (29) em Curitiba que terminou com mais de 200 feridos.
Os professores se concentraram por volta das 10h na Praça 19 de Dezembro e seguiram em direção ao Centro Cívico. De acordo com Hermes Leão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública (APP-Sindicato), 10 mil pessoas participam do protesto. Já a Polícia Militar (PM), contabilizou mil participantes. "Queremos voltar a ocupar a Praça Nossa Senhora de Salete da forma como sempre fizemos, com entusiasmo e garra, e, sempre, de forma pacífica", disse Hermes Leão, que destacou ainda que o grupo fará atos simbólicos e que depois irá se dispersar.
Uma assembleia marcada para terça-feira (5) deve definir sobre a continuidade ou não da greve. Quase um milhão de alunos estão sem aula por causa da paralisação. Na ocasião do confronto, os manifestantes queriam acompanhar a sessão da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que votava um projeto ao qual eles são contrários, mas foram impedidos pela Polícia Militar (PM).
O clima de tensão com bombas de efeito moral, jatos d'água, spray de pimenta e gás lacrimogêneo durou quase duas horas na praça em frente à Alep. Entre os feridos estavam um cinegrafista da TV Bandeirantes, que foi mordido por um cão da polícia, e um fotógrafo da Gazeta do Povo foi atingido por dois tiros de bala de borracha.
