Em assembleia, professores estaduais de SP decidem manter greve
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram manter a greve da categoria em nova assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (30). A paralisação já dura 46 dias.
O grupo se reuniu no vão-livre do Masp, na avenida Paulista, região central da cidade.
Após a votação, os docentes ainda decidiram qual caminho seguir em passeata: pela rua da Consolação até a praça da República, onde fica a sede da secretária estadual de Educação, ou pela avenida Rebouças, até a marginal Pinheiros.
O trajeto para a praça da República foi vencido. Houve registro de pequeno empurra-empurra, com o grupo que defendia descer pela avenida Rebouças impedindo a saída dos caminhões de som para a avenida da Consolação, mas logo o tumulto foi resolvido.
De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), por volta das 17h15, os manifestantes bloqueavam completamente a calçada e a rua da Consolação no sentido centro, na altura da
rua Fernando de Albuquerque.
Durante a votação, a a avenida Paulista, no sentido Consolação, foi completamente interditada na altura do Masp,
Segundo a Polícia Militar, cerca de 2.000 pessoas participavam do ato. Já a Apeoesp (sindicato da categoria) afirmava que 50 mil docentes estavam na manifestação.
SALÁRIOS
Entre outras reivindicações, a categoria pede um aumento salarial de 75%.
Os salários dos professores da rede estadual paulista subiram mais do que a inflação nos últimos anos. Mas os docentes ainda ganham menos do que outros profissionais com formação semelhante.
De junho de 2012 - folha de pagamento mais antiga divulgada pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) - a fevereiro deste ano, o salário médio dos professores das escolas estaduais subiu 28%. Nesse período, a inflação foi de 16%, segundo o indicador IPC-Fipe, em São Paulo, e de 19,5%, segundo o IPCA.
Considerando o início do mandato anterior do tucano (2011) até fevereiro de 2015, o reajuste salarial foi de 45%, segundo dados tabulados pelo próprio governo, ante uma inflação de 25% (IPC). Logo no início do mandato anterior, Alckmin aprovou lei que estabeleceu política de aumentos até 2014.
