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Governo de SP diz que não sabia de ação na cracolândia e que questão é social

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FELIPE SOUZA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, disse que não sabia que a operação na região da cracolândia, centro de São Paulo, ocorreria nesta quarta-feira (29). Segundo ele, isso ainda seria planejado.
"Na segunda-feira, eu e o prefeito [Fernando] Haddad (PT) conversamos para que fosse montada uma operação. Hoje haveria uma reunião do comando operacional para definirmos a estratégia", disse.
"A prefeitura faria o cadastramento e a inclusão depois a gente recolheria as lonas para que fosse feito algo para que novas pessoas viessem. Hoje, a prefeitura começou a fazer a inclusão e antecipou essa segunda parte e nós não havíamos sido avisados", afirmou ele.
A remoção das dezenas de barracas montadas por dependentes na região começou pela manhã. A reportagem presenciou dezenas de usuários usando e comprando drogas na alameda Dino Bueno minutos antes do tumulto que provocou corre-corre e deixou duas pessoas feridas.
O prefeito afirmou mais cedo que é essencial o trabalho da polícia para evitar que os usuários voltem para a região. O secretário, porém, diz que esse é um problema social, não se segurança pública.
"Isso é uma questão social, uma questão de saúde pública. Se todas essas pessoas que aqui estão fossem traficantes ou criminosos, nós faríamos uma operação policial, prenderíamos todo mundo e levaríamos para o sistema penitenciário. Essas pessoas não são traficantes, são usuárias que precisam de tratamento de saúde", disse.
Moraes afirmou que a polícia foi acionada pela prefeitura apenas para ajudar nesta operação. "Houve o compromisso que esses moradores de rua vão entregar suas carroças e lonas, depois retornar para a rua Helvétia e alguns para a praça nova."
Durante a visita de Haddad ao local, alguns dependentes que participam do programa "De Braços Abertos" protestaram por causas de mudanças no programa. Eles são contrários a remoção para outros hotéis.

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