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Não há desculpas para a violência em Baltimore, diz Obama

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta terça-feira (28) que vêm ocorrendo muitas interações problemáticas entre a polícia e cidadãos negros.
Segundo o líder americano, as mortes de vários negros pela polícia fazem parte de uma "crise existente". Apesar de não ser novo, acrescentou, há uma nova consciência sobre a questão por causa das câmeras e da mídia social.
O presidente, porém, afirmou que "não há desculpas" para a violência em Baltimore. Para ele, os saqueadores não estão protestando, mas roubando e, por isso, deveriam ser tratados como criminosos.
As declarações de Obama foram feitas durante coletiva na Casa Branca ao lado do premiê do Japão, Shinzo Abe, enquanto a Guarda Nacional foi chamada para tentar coibir a violência em Baltimore, que nesta terça amanheceu com escolas fechadas, carros e lojas queimados e policiais hospitalizados.
A revolta, que começou na segunda (27) após o funeral do jovem negro Freddie Gray -morto devido a ferimentos provocados pela polícia durante sua detenção-, terminou com mais de 200 detenções, 144 veículos e 15 prédios incendiados, segundo o funcionário municipal Howars Libit.
Além disso, pelo menos 15 policiais ficaram feridos, seis dois quais de forma grave.
"O acontecido (...) destruiu muito do progresso que as pessoas que vivem aqui vêm construindo", disse a prefeita Stephanie Rawlings-Blake. "Foi um dia de trevas para a nossa cidade."
O governo de Maryland declarou estado de emergência e convocou a Guarda Nacional para conter os distúrbios em Baltimore.
Nos últimos meses, casos de negros mortos por policiais nos EUA causaram protestos em todo o país. Entre os casos emblemáticos estão os de Michael Brown, 18, em Ferguson (Missouri), e de Eric Garner, 43, em Nova York.

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