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Não existe greve de professor no Estado de São Paulo, diz Alckmin

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MARCELO TOLEDO
RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - Não existe greve de professores no Estado de São Paulo. A afirmação é do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e foi feita nesta segunda-feira (27) após a abertura da Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação), em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo).
Segundo o governador, o índice de presença em salas de aula foi de 96% na última sexta-feira (24). "Na realidade não existe greve de professores. Os professores estão dando aulas, e os alunos, estudando. A média de falta é de 3%, aumentou 1%, e é de temporários. Então, na realidade, a greve é da Apeoesp, da CUT [Central Única dos Trabalhadores]. A coisa é diferente", afirmou Alckmin.
Os professores estão em greve parcial há 43 dias. O sindicato pede aumento de 75% e melhores condições de trabalho. Segundo a Apeoesp (sindicato dos professores estaduais de SP), o reajuste equipararia a remuneração do docente com a dos demais profissionais com formação superior.
De acordo com o governador, o último reajuste salarial da categoria foi concedido em julho, com pagamento em agosto. "Não fez nem 12 meses ainda do último reajuste. E, por outro lado, pagamos agora em março o maior bônus da história da educação. Quando assumi, o bônus foi de R$ 330 milhões e, neste ano, foi de R$ 1,06 bilhão", afirmou.
Alckmin participou da abertura da feira agrícola em Ribeirão Preto, mas não discursou, assim como a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). No local, houve uma manifestação com cerca de 50 pessoas contra a corrupção e a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
IMPEACHMENT
Questionado em entrevista à imprensa após a cerimônia, o governador de São Paulo afirmou que o seu partido quer investigação sobre as denúncias que envolvem a gestão da presidente Dilma.
"O que todos nós queremos [PSDB] é investigação. Há um processo de investigação que está começando. O que se deseja? A verdade, a justiça, então a prioridade que vejo é a investigação", disse.
Segundo ele, cabe ao Congresso Nacional discutir o tema, e o foco, neste momento, deve ser a investigação.

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