Opositores a Cristina lideram em primárias na cidade de Buenos Aires
MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Eleitores da capital argentina escolheram neste domingo (26) os candidatos de cada partido que disputarão as eleições para chefe de governo da cidade de Buenos Aires em 5 de julho deste ano.
Mais do que a disputa local, entretanto, esteve em jogo a formação das principais forças políticas que se enfrentarão nas eleições presidenciais deste ano na Argentina.
A capital é um dos principais redutos oposicionistas do país, com 2,5 milhões de eleitores, e o quarto principal colégio eleitoral, atrás das províncias de Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé.
Os moradores da capital foram às urnas pelas PASO (Primárias Abertas Simultâneas Obrigatórias), primeira etapa do processo eleitoral em que os políticos disputam dentro dos seus partidos a vaga de candidato.
O foco das primárias se voltou para a disputa dentro do principal partido de oposição da Argentina, o PRO, de Maurício Macri.
Atual chefe de governo de Buenos Aires, o político vai disputar as eleições presidenciais, mas enfrentava um desafio à sua hegemonia dentro do seu próprio partido.
Macri havia escolhido seu chefe de gabinete, Horácio Rodríguez Larreta, para a vaga, mas enfrentou a oposição da popular senadora Gabriela Michetti, que acabou perdendo a disputa.
Até a conclusão desta edição, com a apuração concluída em 61% das zonas eleitorais, Larreta marcava 28,7% dos votos na cidade contra 19% de Michetti.
Juntos, Larreta e Michetti, somavam 47,7% dos votos, consolidando o PRO como a principal força política na capital argentina.
Outro foco de atenção das primárias foi medir a influência da presidente Cristina Kirchner na capital.
O principal candidato do Frente para a Vitória, o presidente da Aerolíneas Argentinas, Mariano Recalde, marcava 12,4% dos votos. Somando todos os votos dos candidatos da agremiação governista, o FpV aparecia como terceiro na preferência do eleitor.
Martin Lousteau, da sigla ECO (que reúne socialistas e radicais) ficou em segundo, com 17,6% dos votos. Seu partido está alinhado com Macri na disputa nacional.
