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​Governo convoca mais de mil policiais para cercar Centro Cívico

Da Redação ·
Policiais chegam ao Centro Cívico para iniciar cerco à Assembleia e ao Palácio Iguaçu.
Policiais chegam ao Centro Cívico para iniciar cerco à Assembleia e ao Palácio Iguaçu.

O governo do estado iniciou o cerco à Assembleia Legislativa do Paraná com um cordão de isolamento de policiais militares a partir das 13 horas deste sábado (25). O objetivo é garantir a votação de dois projetos do programa de ajuste fiscal no Legislativo nesta semana. O tamanho da área isolada e a distribuição dos policiais ainda estavam sendo definidos entre os comandantes da operação, mas pode chegar a quatro quadras ao redor do prédio da Assembleia e do Palácio Iguaçu.

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A intenção do Executivo é isolar o Centro Cívico até quinta-feira (30), quando as propostas tiverem sido aprovadas. Sem contar com agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a Secretaria da Segurança Pública (Sesp) vai empregar quase 900 policiais por dia, conforme a escala de trabalho à qual a reportagem teve acesso. O efetivo é praticamente o dobro que o aplicado em Curitiba diariamente.

Foram convocados policiais de todos os batalhões da capital e de alguns da região metropolitana [12.º, 13.º, 17.º, 20.º, 22.º e 23.º]. O regimento de polícia montada, Patrulha Escolar, ajudantes de ordem que trabalham na segurança de autoridades, alunos da Academia do Guatupê, policiais da Força Ambiental e do Departamento de Apoio Logístico da PM também participarão. Estão previstos ainda agentes da Ronda Ostensiva Tático Motorizadas (Rotam) .

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As equipes foram divididas em cinco, chamadas de A, B, C, D e E na escala. Cada equipe tem 225, 224, 217, 225 e 229 policiais, respectivamente. No total, serão 1.120 policiais, diariamente, em quatro turnos. Eles se apresentaram na antiga sede da Companhia Independente do Palácio Iguaçu, em frente à Sesp. Um oficial ouvido pela reportagem, que preferiu não se identificar, classificou a escala como insana. “É muito maior do que o aplicado na cidade diariamente.” Ele afirmou ainda que esse policiamento escancara a decisão política e não técnica para definir a estratégia da ação. “Dentro de qualquer doutrina da segurança, quem está no teatro de operações políticas não pode decidir como vai atuar a polícia. A pessoa jamais pode estar envolvida emocionalmente no fato.”

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