Ex-diretor da CIA é condenado por passar material confidencial à amante
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-diretor da CIA (inteligência americana), David Petraeus, que teve sua carreira destruída em 2012 por uma relação extraconjugal com sua biógrafa, Paula Broadwell, foi condenado a dois anos de liberdade condicional e multado em US$ 100 mil, por ter passado a ela material confidencial enquanto escrevia o livro.
A sentença veio dois meses depois que ele concordou em se declarar culpado por remover e reter material confidencial sem autorização.
O acordo previa uma sentença de até um ano de prisão. Os procuradores, contudo, recomendaram dois anos de liberdade condicional e uma multa de US$ 40 mil. O juiz David Kessler, no entanto, decidiu aumentar a multa para que ela "refletisse a gravidade do delito".
Na Corte, antes de ser sentenciado, Petraeus, pediu desculpas "pela dor que suas ações causaram".
O advogado de defesa do ex-diretor da CIA, Jake Sussman, disse que esse não foi um caso de divulgação de informações confidenciais, mas de uma retirada equivocada de material secreto.
O procurador James Melindres, porém, argumentou que esse foi um "crime sério". "A ele foram confiados os segredos mais confidenciais da nação. O réu traiu essa confiança", disse.
O acordo foi fechado na corte federal de Charlotte, na Carolina do Norte, cidade onde Paula Broadwell vive com seu marido e seus filhos.
Inicialmente, Petraeus negou que havia passado informações secretas à sua biógrafa e amante. A descoberta do caso motivou sua renúncia ao comando da agência.
O adultério é considerado crime militar nos EUA. No caso da CIA, a questão é tratada como perigo para a segurança nacional, já que torna o adúltero um alvo fácil para chantagens.
