Empresário confirma esquema denunciado em operação do Gaeco
O empresário Valmor Garcia, de Guarapuava, na região central do Paraná, confirmou o esquema denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), sobre o direcionamento de licitações da prefeitura. As informações são do G1.
A Operação Salvação foi deflagrada em 2013, e na segunda (13) e terça-feira (14), foram feitas as primeiras denúncias à Justiça.
A operação recebeu o nome de “Salvação” porque começou na investigação do palco da encenação da Paixão de Cristo, em março de 2013, que também teria sido montado após irregularidades no processo licitatório, segundo a investigação do Gaeco. O Gaeco relacionou 22 pessoas em seis denúncias oferecidas à Justiça, e outras sete investigações estão em andamento.
O Gaeco chegou ao empresário por meio de telefonemas interceptados com autorização da Justiça. Conforme Garcia, o pregão 150/2013, que era destinado à escolha de empreiteiras para a execução de reformas de prédios públicos, foi dividido entre sete empresas.
A divisão foi feita, de acordo com Garcia, a pedido do então secretário municipal de Obras, Edson Sanchez, que foi exonerado do cargo e é um dos denunciados pelo Gaeco. Garcia executou serviços que não tinha ganhado no processo licitatório, com a permissão do secretário. “Eu perguntei, mas isso não vai dar problema? E ele disse com todas as letras, não tem problema nenhum”, afirmou.
Em uma ligação, Garcia conversa com o empresário João Acir, que também participava da licitação, e fala em “dividir o bolo”. Cada empresa ficaria com R$ 50 mil, segundo a proposta relatada na conversa interceptada pelo Gaeco. O empresário João Acir não foi localizado pela reportagem, enquanto a defesa de Edson Sanchez disse que não vai se pronunciar sobre o caso porque não teve acesso à denúncia.
