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Ministro de Cristina levanta suspeitas sobre mãe de promotor morto

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MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O chefe de gabinete do governo de Cristina Kirchner, Aníbal Fernández, levantou suspeitas sobre a mãe do promotor Alberto Nisman, encontrado morto há quase três meses.
Sara Garfunkel depôs na última terça (14) e revelou que havia descoberto, em meio às coisas de Nisman que estavam em seu poder, uma arma calibre 22 -do mesmo tipo que matou o promotor. Ela afirmou que achou o revólver há cerca de dez dias no depósito de seu apartamento, que fica na garagem do edifício onde mora.
A arma, segundo a mãe de Nisman, estava dentro de um envelope, junto com a sua documentação. O promotor teria o porte do revólver há 15 anos.
O chefe de gabinete de Cristina insinuou que Garfunkel não revelou tudo o que sabe.
"Chama a atenção que, com o corpo de Nisman ainda no necrotério, sua mãe tenha ido a duas agências bancárias para retirar tudo o que havia nas caixas de segurança. Legalmente ela poderia fazê-lo, mas chama a atenção que tenha abandonado a dor pela morte de seu filho para retirar o que havia nas caixas", afirmou Fernández.
"Se eu fosse promotor, não tenho dúvidas, eu a teria detido e teria feito uma busca [em sua casa] há 88 dias, pelo menos", disse o ministro.
Ele levantou suspeitas sobre por que Garfunkel estaria com a arma e o que teria feito assim que chegou ao apartamento de Nisman, quando o descobriu morto.
Após a revelação da nova arma, a ex-mulher de Nisman, Sandra Arroyo Salgado, afirmou que a descoberta muda toda a investigação.
"É claro que muda tudo", concordou Fernández.
Nisman foi encontrado morto com um tiro na cabeça no banheiro de seu apartamento poucos dias depois de apresentar denúncia contra a presidente Cristina Kirchner.
Até agora, a investigação aponta que o último a ver o promotor com vida foi o técnico em informática Diego Lagomarsino. Ele era assistente de Nisman e admitiu ter emprestado a arma ao promotor e o ensinado a manejá-la.
Para Arroyo Salgado, é estranho que Nisman tenha pedido uma arma emprestado e recebido dicas sobre como usá-la se ele já tinha um revólver idêntico em seu poder.
"Logo após a morte de Nisman, nós informamos que havia o registro de uma arma idêntica em seu nome. Como acreditar na versão de Lagomarsino, de que ensinou Nisman a manejar uma arma, se ele tinha seu próprio revólver? E por que a arma estava no depósito da casa de sua mãe?", questionou Fernández.

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