Sabesp quer reajuste de 22,7% na tarifa da água e do esgoto
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Sabesp pede reajuste de 22,7% nas contas de água e esgoto para contornar os gastos extras da empresa para lidar com a maior crise de abastecimento do Estado de São Paulo.
O dado foi apresentado durante uma audiência pública que discute nesta quarta-feira (15) a proposta da agência reguladora de reajustar a tarifa em 13,8%.
No início de março, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) e a Sabesp haviam pedido para que a Arsesp aumentasse a tarifa de água e esgoto. Para fazer o pedido, a Sabesp enviou à agência um relatório sobre o aumento do custo energético da empresa e a redução da água vendida pela empresa.
"Nossa visão é que esse aumento está aquém do que tínhamos calculado", avalia o diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, Rui Affonso. Segundo ele, o fator X -índice do desempenho da empresa para se chegar ao valor do reajuste- não foi o esperado pela empresa. "Esse fator X não nos parece apropriado", relatou durante conferência em março com investidores e jornalistas.
De acordo com Affonso, o bônus proposto pela Sabesp a quem reduzir o consumo de água não deverá entrar na conta para a revisão da tarifa. "A Sabesp está pleiteando um equilíbrio econômico financeiro para garantir o abastecimento", relata o diretor.
De acordo com a Arsesp, o reajuste autorizado foi de 6,3% para repor as despesas com energia elétrica e queda do consumo e mais 7% de correção inflacionária acumulada em um ano pelo IPCA (Índice de Preços aos Consumidor Amplo), além de outros fatores econômicos para chegar nos 13,8%. O aumento deve valer a partir de 11 de abril, com cobrança a partir de 11 de maio.
