Presidente do Grupo Galvão pede atendimento psiquiátrico na prisão
O presidente do Grupo Galvão, Dario Queiroz Galvão Filho, pediu autorização à Justiça, por meio de seus advogados, para receber acompanhamento psiquiátrico enquanto estiver preso no Paraná. Ele é réu em um dos processos da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção que atuava na Petrobras. As informações são do G1.
A defesa do empresário apresentou dois atestados médicos, além do currículo de um psiquiatra sugerido pelos advogados para atender Galvão Filho no presídio, caso o pedido seja aprovado. Os defensores reivindicam que o executivo receba "acompanhamento psiquiátrico, em local reservado nas dependências do estabelecimento prisional, enquanto custodiado preventivamente". Galvão Filho está detido desde o dia 27 de março em prisão preventiva, na qual a detenção ocorre por tempo indeterminado.
Em um dos atestados apresentados pela defesa, o médico Flavio Tocci Moreira conclui que o paciente não deve interromper o tratamento e necessita de acompanhamento com o psiquiatra semanalmente.
O médico diz atender Galvão Filho há cinco anos e aponta que o paciente apresenta "quadro de transtorno depressivo ansioso". Segundo os advogados, o empresário tem um histórico de tratamento com antidepressivos, mas não há resposta conclusiva aos medicamentos.
O outro atestado apresentado pelos advogados é do médico Dailton J Barcelos, que atendeu Galvão Filho na custódia da Política Federal de Curitiba no dia 6 de abril.
O atestado, segundo os defensores, "confirma o histórico de depressão e atesta que a doença persiste, necessitando inclusive da contínua administração de medicamentos".
