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Nível de armazenamento do sistema Cantareira sobe 0,1 ponto percentual

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mesmo sem ter chovido, a quantidade de água armazenada nas represas do sistema Cantareira aumentou de sexta para este sábado (11).
Segundo a medição da Sabesp, o principal reservatório que abastece a Grande São Paulo opera com 15,4% de seu volume preenchido. Na sexta (10), o índice era de 15,3%.
Esses percentuais têm como base a quantidade de água naquele dia e a capacidade total disponível do reservatório, de 1,3 trilhão de litros -que inclui o volume útil (acima dos níveis de captação) e as duas cotas do volume morto (reserva do fundo das represas, captadas com o auxílio de bombas).
Ainda de acordo com a empresa de saneamento básico, a chuva acumulada que caiu sobre a região do Cantareira até este momento do mês foi de 11,2 mm -a média histórica para abril é de 89,8 mm.
Os níveis dos outros sistemas se mantiveram estáveis, com exceção do Guarapiranga, que perdeu 0,1 ponto percentual.
ENCHARCADO
O encharcamento das encostas do sistema Cantareira pode explicar o constante aumento do volume do maior reservatório da Grande São Paulo, ainda que ele não tenha recebido chuvas significativas nos últimos dias.
Segundo o professor Antonio Carlos Zuffo, as chuvas de fevereiro e março, que vieram acima da média no Cantareira, foram responsáveis por nutrir as margens dos reservatórios e seus lençóis freáticos. "Essa água se acumula e serve como uma reserva para os meses secos", disse.
Esse escoamento da água ocorre de maneira lenta, levando dias ou mesmo semanas, a depender de quanto desse solo estiver nutrido.
No início do período chuvoso, ocorria o oposto. Mesmo após dias de boas chuvas, o reservatório não aumentava seu nível, pois o solo estava exposto e muito seco.
Assim, toda água que entrava no sistema era absorvida pela terra antes de aumentar o nível da represa. Esse fenômeno recebeu o nome de "efeito esponja".

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