Cartes defende que Venezuela aceite ajuda para libertar presos
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, defendeu nesta sexta-feira (10) que o governo da Venezuela aceite ajuda externa para conseguir a libertação dos presos políticos e superar a crise de escassez de alimentos.
As declarações foram feitas em entrevista ao canal CNN en Español antes da viagem à Cúpula das Américas, no Panamá. Ele é o terceiro mandatário do Mercosul a dar apoio à soltura dos opositores, depois de Dilma Rousseff e Tabaré Vázquez.
"Sinto que nos países há uma predisposição para ajudar a Venezuela. A Venezuela precisa deixar se ajudar. Nos preocupam os presos, a falta de alimentos", disse.
Questionado sobre as declarações do presidente dos EUA, Barack Obama, em que critica o silêncio dos governantes da América Latina sobre a situação venezuelana, Cartes respondeu que "há uma linha muito fina entre solidariedade e ingerência".
"Mas o único caminho é o diálogo, assim como acontece com as relações entre Estados Unidos e Cuba. Ajudemos no que nós temos e que ao outro faz falta. Temos um belo discurso de integração e pátria grande, mas um país irmão tem problemas de alimentação e não estamos aí".
Em entrevista exibida na noite de quinta (9) pela CNN en Español, a presidente Dilma Rousseff disse que os países da Unasul têm o "interesse absoluto" na libertação dos presos políticos.
No início da tarde desta sexta (10), já no Panamá, foi a vez de o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, de se pronunciar sobre o assunto. Ele considerou a situação "preocupante", mas disse que não pode interferir em assuntos internos da Venezuela.
