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Haddad diz que atrasos em repasses podem afetar cronograma de obras

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FELIPE SOUZA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), admitiu na manhã desta sexta-feira (10) a possibilidade de obras importantes da capital atrasarem devido a atrasos nos repasses a empreiteiras. A Folha de S.Paulo revelou nesta sexta (10) que diversas obras estão paralisadas em vários pontos da cidade devido a esse problema.
O prefeito afirmou que está analisando cada uma das obras para verificar a necessidade de fazer uma nova licitação, o que prejudicaria o cronograma.
"Tivemos de fazer uma reprogramação de acordo com a garantia de repasse ou de reembolso dos recursos por parte do governo federal. Algumas [empreiteiras] estão abrindo mão de seus contratos e não vão mais continuar na atividade de construção civil. Estamos vendo se vamos relicitar ou se chamamos o segundo ou terceiro colocados [para finalizar as obras]", disse.
Ele afirmou que, em alguns casos, é permitido continuar a obra sem a necessidade de uma nova licitação. "Quando a empresa está consorciada, eu posso continuar com a empresa parceira. Quando não, tem de verificar se a legislação permite chamar o segundo da licitação e se ele aceita o preço da primeira ou se vamos ter de relicitar.", afirmou o Haddad.
De acordo com o prefeito, nesta quinta-feira (9), foi liberada a construção de 11 UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) com garantia do Ministério da Saúde de que os recursos serão repassados à prefeitura.
Reformas de conjuntos habitacionais, centros para idosos e a construção de escolas e creches estão entre as obras afetadas, segundo a Apeop (Associação Paulista dos Empresários de Obras Públicas).
A entidade afirma que suas 120 construtoras associadas dispensaram em março cerca de 8.000 funcionários -de um total de 40 mil.
Segundo a Apeop, as obras financiadas pelo governo estadual não têm apresentado esse tipo de problema.
A prefeitura afirma que os problemas neste início de 2015 ocorreram por dúvidas sobre como se comportaria a arrecadação e como se dariam os repasses para obras do governo federal para São Paulo, já que havia a expectativa de um forte ajuste fiscal promovido nacionalmente pelo Ministério da Fazenda.

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