É impossível aplicar anistias como no passado, diz Santos sobre Farc
SYLVIA COLOMBO, ENVIADA ESPECIAL
PANAMÁ (FOLHAPRESS) - "As Farc têm de entender que hoje não é possível aplicar as anistias que se aplicaram a outros conflitos do passado. É preciso que os ex-guerrilheiros se submetam a uma justiça de transição, que está sendo desenhada especificamente para isso."
Assim explicou o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, no Fórum Empresarial, na Cidade do Panamá, qual é o ponto mais problemático para alcançar a paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
Santos disse que está otimista com o processo de paz, que está sendo negociado em Havana há dois anos, e reforçou os avanços já alcançados.
"As Farc se comprometeram a colaborar com o Estado para acabar com o narcotráfico. Isso era o mais difícil", declarou. Outro ponto em que afirmou que ainda não há acordo é o que diz respeito às indenizações e direitos às vítimas.
Na última semana, Santos anunciou, em Bogotá, que o governo estenderia por mais um mês o cessar-fogo do Exército contra a guerrilha, para permitir que esses pontos fossem discutidos.
Depois, apresentou os bons números macroeconômicos da Colômbia, que deve crescer 3,5% em 2015, e seu bom posicionamento no ranking de países considerados atraentes para investimento estrangeiro.
Previu que o fim da guerra oferecerá "ótimas oportunidades no campo". E reforçou: "Com ou sem Farc, precisamos investir no interior, é aí onde estão a desigualdade e a pobreza e um grande potencial".
