Protesto de dissidentes acaba em briga com aliados de Cuba no Panamá
SYLVIA COLOMBO, ENVIADA ESPECIAL
CIDADE DO PANAMÁ, PANAMÁ (FOLHAPRESS) - Um ato de protesto de dissidentes cubanos, no Parque Porras, na capital panamenha, acabou em briga quando uma delegação de apoiadores da gestão de Raúl Castro desceu de uma van e começou a gritar com os manifestantes.
O incidente ocorreu ao lado de uma estátua do líder revolucionário José Martí (1853-1895), a poucos metros da Embaixada de Cuba no Panamá. Dezoito pessoas foram detidas.
Houve troca de tapas, chutões e insultos. Os dissidentes gritavam: "assassinos", enquanto os castristas respondiam: "terroristas".
Faziam parte dos manifestantes dissidentes integrantes do grupo Damas de Branco e figuras conhecidas da resistência a Fidel Castro, como Jorge Luis García Pérez.
"Fomos ao busto de Martí deixar uma oferenda floral. Ali havia várias pessoas que começaram a gritar coisas obscenas. Num momento, saíram pessoas da embaixada e também elas nos agrediram", disse Letícia Ramos, das Damas de Blanco, à emissora NTN24.
Mais cedo, um ato dos governistas dentro da cúpula foi interrompido por um protesto de dissidentes, e teve de ser suspendido.
Os que vieram protestar contra a celebração do encontro entre Obama e Raúl Castro dizem que a comunidade internacional está se tornando cúmplice de uma ditadura e possibilitando a continuidade do projeto dos irmãos Castro.
