Ministro da Defesa do Brasil afirma ser "inadmissível" espionagem
MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A poucos dias do encontro de Dilma Rousseff e Barack Obama na Cúpula das Américas, no Panamá, o ministro brasileiro Jaques Wagner (Defesa) afirmou que é "inadmissível" a espionagem de autoridades brasileiras.
O assunto deverá ser abordado pela presidente Dilma em seu encontro com Obama, no fim de semana.
Após a revelação de que o serviço secreto americano espionava a presidente, Dilma cancelou visita aos EUA, em 2013. Agora, os dois países negociam uma viagem de trabalho de Dilma aos EUA, possivelmente ainda em 2015.
"É inadmissível que sejamos vistoriados ou espionados por qualquer país", afirmou Wagner durante visita à Argentina.
O ministro acrescentou que o governo americano informou o Brasil de que supostas novas operações de espionagem, reveladas pelo jornal "The New York Times" em fevereiro, eram "especulação de jornal".
"Vamos continuar defendendo nossa autonomia, não admitindo que empresas ou figuras como a presidenta da República estejam na lista de espionagem de qualquer país que seja", afirmou.
A Argentina supostamente também foi vítima de espionagem, desta vez pelo Reino Unido, segundo informou o canal de TV argentino "TN" na semana passada.
A revelação foi feita a partir de documentos vazados pelo ex-agente americano Edward Snowden.
