Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Moradores conseguem barrar construção de prédios no Panamby

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A construtora Cyrela decidiu abandonar o projeto que previa a construção de um condomínio em uma área de preservação ao lado do parque Burle Marx, na zona sul de São Paulo.
A decisão foi tomada após forte pressão de moradores da região que fizeram um abaixo-assinado para barrar a obra. O grupo chegou a acionar o Ministério Público Federal pois teme a retirada de árvores, a degradação da área de mata atlântica nativa às margens do rio Pinheiros e a perda de sombra e de vagas de estacionamento do parque. A informação foi divulgada pelo jornal "O Estado de S.Paulo" desta terça-feira (7).
Procurada pela reportagem, a construtora informou que a Prefeitura de São Paulo indeferiu um dos projetos e, por esse motivo, a Cyrela informou o Fundo de Investimentos Imobiliários do Panamby, proprietário da área, que não vê mais possibilidade de aprovação do projeto. Em nota, a construtora afirmou que a "Cyrela e o Fundo avaliam as medidas cabíveis em face do quadro atual de aprovações". O Fundo de Investimentos ainda não se manifestou sobre o caso.
O projeto da Cyrela previa a construção de seis torres feitas entre a marginal Pinheiros e a parte principal da área de lazer do parque.
Ainda há outros dois parceiros no projeto, a Camargo Corrêa e a Brookfield, que ainda tentam as licenças da prefeitura para construir prédios no terreno.
Em janeiro deste ano, a Justiça Federal aceitou o pedido da Procuradoria e determinou que fosse imediatamente interrompido o desmatamento feito pelas construtoras pois a "eliminação da vegetação causaria prejuízos ambientais irreparáveis".
A decisão liminar também determinava que o Ibama e a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) apurassem o dano ambiental já ocorrido, adotando as medidas cabíveis para a reparação devida.
Segundo a Procuradoria, as empresas haviam iniciado a retirada da vegetação depois que a Cetesb concedeu autorização para o desmate de um dos cinco lotes em que a área foi dividida. O procedimento, no entanto, foi considerado irregular pela Justiça porque o licenciamento ambiental não poderia ter sido feito de forma fragmentada. "Ao que parece, as rés privadas efetivamente fracionaram o projeto de forma a burlar o rigor da legislação ambiental", afirma a decisão.
Por lei, o Ibama deve participar da análise de licenças em terrenos com extensão superior a três hectares. A área total do projeto Panamby ultrapassa oito hectares, mas cada lote individual não alcança a dimensão mínima necessária para a atuação da autarquia federal. A brecha levou à apresentação de vários pedidos de autorização para desmatamento e edificação no terreno, os quais tramitam separados em diferentes órgãos.
Por isso, a liminar concedida pela Justiça determina também que, em caso de novos pedidos de licenciamento para a área, o Ibama seja necessariamente consultado e que os órgãos ambientais avaliem o impacto global do empreendimento.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV