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Para bombeiros, vazamentos atrapalham combate a fogo em Santos

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GILMAR ALVES JR.
SANTOS, SP (FOLHAPRESS) - "A gente consegue apagar o incêndio. O problema é o vazamento." A explicação é do comandante do Corpo de Bombeiros, Marco Aurélio Alves Pinto, e se refere ao fogo que atinge há mais de 120 horas um depósito de gasolina e etanol em Santos.
Segundo ele, o combustível continua vazando e, quando isso ocorre, sai muito vapor e há risco de acontecer explosões e, consequentemente, a força das chamas aumenta.
Nesta terça-feira (7), os bombeiros conseguiram reduzir o número de reservatórios atingidos. Eram dois no dia anterior e agora é apenas um, de gasolina. No sábado (4), chegou a ter quatro tanques em chamas.
O comandante disse ainda que pode haver vazamentos em mais de um tanque, o que piora a situação.
Apesar disso, Alves classificou a situação do incêndio de "controlada" e destacou a espuma "cold fire" (fogo frio), que passou a ser usada nesta terça.
"No momento a situação está sob controle e o fogo está contido. Existe risco ainda [de explosão e aumento do incêndio], mas a situação é controlada", disse o oficial dos bombeiros após reunião no gabinete de crise instalado na Prefeitura de Santos.
Segundo o comandante, a estratégia é continuar o processo de resfriamento. Ele chamou o "cold fire" de "espuma especial" e disse que o produto foi comprado pela Ultracargo -dona do depósito que pega fogo em Santos.
Alves diz que tem quantidade suficiente de "cold fire" -5.000 litros- para os trabalhos. Segundo ele, primeiro se usa esse sistema e, depois, outro tipo de espuma -mais de 75 mil litros- é utilizada no resfriamento.
"[O 'cold fire'] resfria num um primeiro momento, e depois ele vai perdendo esse resfriamento, por isso é que nós temos que entrar com [outra] espuma na sequência. Então a ideia é ter espuma em grande quantidade e o cold fire é para ele apagar o foco que nós temos ali."
CAMINHÕES VETADOS
O incêndio em Santos causou indiretamente um problema para o transporte de cargas no Estado. Caminhões foram vetados na margem direita do acesso ao porto de Santos, uma das principais vias de escoamento da produção agrícola e industrial do país.
Na prática, a decisão atinge a maior parte dos caminhões que se dirigem ao porto de Santos, segundo a Codesp (Companhia Docas do Estado de SP).
A medida só não vale para a margem esquerda do porto de Santos, que opera normalmente.
De acordo com a Codesp, entre 9.000 e 12.000 caminhões circulam diariamente pela margem direita do porto de Santos, onde há 38 dos 55 terminais do complexo portuário.
Os caminhões estão passando por bloqueio antes mesmo de chegarem a Santos.

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