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Polícia prende suspeito de estuprar jovem em estação do metrô de SP

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SÃO PAULO, SP - A Polícia Civil prendeu na madrugada desta terça-feira (7) um homem suspeito de estuprar a operadora de uma cabine de recarga de Bilhete Único da estação República do metrô, no centro de São Paulo.
Após investigação, os policiais prenderam o suspeito por volta das 2h na Cohab Juscelino, na zona sul de São Paulo. O suspeito não resistiu à prisão, segundo a polícia.
O crime ocorreu na noite de quinta-feira (2) durante uma tentativa de assalto feita por dois homens. A mulher, de 18 anos, é contratada da Prodata Mobility, empresa que presta serviço de bilhetagem para o metrô.
Segundo declarações da vítima, que constam em um boletim de ocorrência interno do metrô, ela encerrava suas atividades na cabine por volta das 23h30 e olhou pelo olho mágico antes de sair, mas ele estaria quebrado.
A jovem então apagou a luz e, ao abrir a porta, foi surpreendida por um indivíduo pardo, de aproximadamente 1,75 m de altura, cabelos raspados e usando óculos, camisa listrada e calça social.
Sob ameaça, o homem amarrou suas mãos atrás das costas com fita adesiva, tirou a roupa da vítima e praticou ato sexual.
Em seguida, o estuprador abriu a porta do quiosque para a entrada de um segundo indivíduo, que seria pardo, de 1,80 m de altura, cabelo liso e roupa social. Ele carregava ainda um carrinho de mão para levar o cofre da cabine.
De acordo com o depoimento, este homem chamava o primeiro indivíduo de "Rafinha". A jovem foi indagada sobre se sabia abrir o cofre, o que negou.
O primeiro homem, "Rafinha", tentou abrir o cofre, mas não conseguiu. Em seguida, pegaram o celular da vítima, desamarraram-na e pediram para que ela permanecesse mais 30 minutos dentro da cabine.
Até o início da noite desta segunda-feira (6), a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não se pronunciou nem disponibilizou o boletim de ocorrência do caso.
SEM IMAGENS
Segundo o diretor de contratos da Prodata, José Carlos Martinelli, o assaltantes destruíram o sistema de câmeras da cabine e não foi possível recuperar as imagens. O disco rígido do equipamento foi encaminhado para a polícia, que tentará restaurá-lo.
"Neste momento, estamos fornecendo atendimento médico e psicológico à funcionária", diz Martinelli. "Depois vamos procurar o Metrô para discutir a questão de segurança."
O local onde as cabines para recarga do Bilhete Único são definidos pelo Metrô. A Prodata tem os quiosques em 20 estações da cidade de São Paulo.
Em nota, o Metrô informou que a equipe de segurança da estação República fez o primeiro atendimento e providenciou o encaminhamento da funcionária da Prodata para a Delegacia de Polícia do Metropolitano, na noite de quinta-feira (2).
"A Companhia vem prestando todo o auxilio à polícia, inclusive cedendo imagens dos circuitos de vigilância, para ajudar na investigação do caso", diz o texto.
O Metrô afirma ainda ter mais de 1.100 agentes de segurança, que atuam uniformizados ou à paisana, e 3 mil câmeras distribuídas ao longo de suas linhas, nos trens e nas estações.
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo divulgou uma nota de apoio à jovem e exigiu esclarecimentos do governo, do Metrô e da Prodata.
"Que forneçam a ela total apoio em suas necessidades e que fechem imediatamente essa bilheteria que está em lugar inseguro. Exigimos as filmagens e a total transparência na investigação e punição dos agressores", diz o texto.

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