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Protestos contra extremismo islâmico reúnem centenas na Austrália

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Centenas de manifestantes com cartazes que diziam "Não à sharia [Lei Islâmica]" se reuniram neste sábado em várias cidades da Austrália para protestar contra o islamismo radical.
"Somos a favor dos valores australianos e contra o islamismo radical, mas não somos antimuçulmanos", explicou à agência AFP Catherine Brennan, porta-voz do movimento Recuperar Austrália.
Em Sydney, centenas de pessoas se reuniram perto do local onde um homem de ideologia próxima à do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) realizou um sequestro em dezembro que terminou com três mortos.
"Não ao Islã. Não à sharia. Não ao halal", em referência aos alimentos permitidos pela lei islâmica, afirmava um cartaz.
A iniciativa foi criticada por outro grupo, que a considerou racista. A porta-voz se defendeu das acusações dizendo que diversas confissões participavam do protesto.
"Sei que em Sydney e em Melbourne muçulmanos já se inscreveram para participar porque veem o que está ocorrendo e não gostam", disse John Oliver, que apoia o Recuperar Austrália.
Clare Fester, organizadora das manifestações contrárias a este movimento em Sydney, estima que a iniciativa é antimuçulmana. "Seus ataques ao Islã pressupõem que todo muçulmano é violento, que apoia o terrorismo e é contra as mulheres. É uma tentativa de ir contra todos os muçulmanos com estereótipos racistas", declarou Fester em um comunicado.
Em Melbourne ocorreram embates entre manifestantes e pessoas contrárias ao protesto que terminaram com vários feridos e detidos.
Também houve concentrações em Brisbane, Adelaide, Perth e Hobart, onde um homem que participava da marcha do Recuperar a Austrália foi detido e acusado de assalto depois que ele e seu grupo confrontaram defensores do Islã.

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