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Peritos começam a investigar causas do acidente que matou cinco em SP

Da Redação ·
Peritos começam a investigar causas do acidente que matou cinco em SP - Imagem: g1.globo.com/jornal-nacional
Peritos começam a investigar causas do acidente que matou cinco em SP - Imagem: g1.globo.com/jornal-nacional

Os peritos já começaram as investigações para saber as causas do acidente de helicóptero ocorrido na quinta-feira (2), em São Paulo. Os cinco ocupantes morreram, entre eles, o filho do governador Geraldo Alckmin, Thomaz Alckmin, de 31 anos.

Nas duas casas atingidas pelo helicóptero, o dia foi de retirar destroços e procurar respostas. O que era para ser um voo rápido, de teste, terminou de forma trágica. Depois de ter passado por uma revisão, em que uma das pás do rotor da aeronave foi trocada, o helicóptero da empresa de São Paulo Seripatri decolou do campo da Helipark, que fica em Carapicuíba, Grande São Paulo. Não foi muito longe. A apenas dois quilômetros dali, o helicóptero caiu sobre um condomínio residencial. As cinco pessoas que estavam a bordo morreram na hora. O piloto, três mecânicos e o filho caçula do governador Geraldo Alckmin. Thomaz Rodrigues Alckmin era apaixonado por aviação. Tinha se formado piloto dois anos atrás.Estava no hangar para acompanhar os trabalhos de manutenção de outra aeronave que ele pilotava. Thomaz embarcou no helicóptero que caiu à convite do comandante Carlos Isquerdo, seu amigo.

O dono de uma das casas conta que estava varrendo o quintal quando viu o helicóptero se aproximar. “A aeronave veio meio desgovernada e quando chegou em cima das casas ela virou. Na hora que ela virou ela ficou numa posição normal de um helicóptero e aí ela não tinha mais sustentação Então ela caiu no telhado de uma casa e depois a carenagem, a cabine, etc, caiu na minha casa. O conjunto do rotor e o sistema de transmissão das pás esse caiu em cima do telhado. Acho que eu consegui dar uns 5 passos e a aeronave já estava no chão. Ricardo Fuchs, testemunha. O trabalho de investigação dos técnicos do Cenipa vai demorar. Eles vão ter que recolher todos os destroços do helicóptero, analisar o material minuciosamente, para então descobrir o que provocou a queda. Fontes ouvidas pelo Jornal Nacional disseram que a hipótese mais provável é de que o helicóptero tenha perdido uma das cinco pás do rotor principal. A pá foi encontrada a cerca de 400 metros do local do acidente, que fica bem atrás dessa primeira fileira de árvores. De acordo com essas fontes, ao perdeu essa pá, o helicóptero perdeu a sustentação e caiu em parafuso.

“Eu escutei o barulho. Aí eu olhei pra cima, ele vinha descendo de cabeça baixa. Aí ele descendo de bico assim quando começou a se quebrar e já rodopiou e caiu lá. Muito rápido”, conta um frentista. “Quando despedaçou ele caiu que nem um foguete no chão”, conta uma outra testemunha. A queda foi registrada por uma câmera de segurança. Repare no vídeo acima, que o helicóptero caiu rodopiando, em parafuso. Segundos depois aparece na imagem a pá que se soltou.  A peça, é considerada fundamental para a investigação. Com seis metros de comprimento, foram necessários cinco homens para carregá-la.O helicóptero, um eurocopter ec-155, é um dos mais sofisticados e seguros do mundo. Tem dois motores e pode levar até 13 passageiros, além de dois pilotos. Nos helicópteros, o conjunto formado pelo rotor e pelas pás, na parte de cima, é comumente chamado de hélice.

De acordo com o registro aeronáutico, o helicóptero estava com a inspeção anual de manutenção em dia e com o certificado de aero navegabilidade válido. Segundo a Seripatri, o helicóptero tinha 600 horas de voo -- considerado pouco na aviação. A responsabilidade criminal pelo acidente será investigada pela Polícia Civil. “Se houve uma culpa de alguma falha de manutenção ou fadiga de algum material, nós temos então que investigar de qual é a culpa dessa pessoa ou das pessoas responsáveis e incriminá-las”, diz o delegado Marcos César Santos. 

Hoje, a empresa dona do helicóptero não quis se manifestar. Também tentamos falar com os representantes da Helipark, que fez a revisão do helicóptero. Mas a informação foi que eles não estavam. Na quinta-feira (2) o governador Geraldo Alckmin passou o dia visitando cidades do interior paulista. No momento do acidente, ele estava em Cândido Rodrigues. Foi informado da queda do helicóptero, mas ainda não se sabia que o filho dele estava dentro. Alckmin soube da morte de Thomaz no caminho de volta para São Paulo. Ao chegar, foi ao IML fazer o reconhecimento. A primeira dama, Dona Lu, também estava fora da capital. Foi o próprio governador que contou a ela a trágica notícia.
Fonte: g1.globo.com/jornal-nacional

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