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Governo confirma reajuste de até 7,7% no preço dos medicamentos

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Governo confirma reajuste de até 7,7% no preço dos medicamentos
Autor Governo confirma reajuste de até 7,7% no preço dos medicamentos - Foto: Arquivo - Foto: Divulgação

NATÁLIA CANCIAN
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O preço dos medicamentos deve sofrer reajuste de até 7,7% neste ano. O índice foi divulgado nesta terça-feira (31) no "Diário Oficial da União".
O valor, definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, confirma os cálculos de indústrias do setor, divulgados na última semana.

Segundo o governo, os remédios devem ter seus preços reajustados em, no máximo, 5%, 6,35% e 7,7%, conforme a categoria do produto.

Os índices, embora ainda dentro da inflação do período, são superiores aos do ano passado, quando os valores máximos permitidos para o reajuste eram de 1%, 3,35% e 5,7%.

Os novos índices foram calculados com base em fatores como produtividade, custo dos insumos e concorrência dentro do setor.

PREVISÃO

Ao todo, 9.120 medicamentos estão sujeitos ao novo reajuste. O aumento, no entanto, embora passe a valer a partir desta terça (31), não deve chegar imediatamente às farmácias.

A previsão do setor é que as primeiras variações de preço ocorram entre junho e julho, com a reposição dos estoques.

Indústria e varejo também podem praticar um reajuste menor do que permitido, principalmente em casos de produtos de grande concorrência.

TIPOS DE MEDICAMENTOS
Em geral, os medicamentos são divididos em três faixas, com base na concentração do mercado. Assim, remédios mais simples e produzidos por mais empresas costumam ter permissão de reajuste maior -uma vez que a indústria costuma baixar os preços para manter a concorrência. Entram nessa lista, por exemplo, medicamentos como omeprazol, usado para tratamento de gastrite. Neste caso, o reajuste no preço pode chegar a, no máximo, 7,7%.

Na outra ponta, remédios fabricados por menos empresas, os quais as indústrias teriam facilidade para aumentar os preços, têm menor índice de reajuste permitido, atualmente em até 5%. Neste ano, com mudanças na classificação dos remédios, cerca de 50% dos produtos disponíveis no mercado passam a fazer parte deste grupo -caso da ritalina, por exemplo, usada para tratamento de deficit de atenção.

Os demais medicamentos ficam com reajuste médio, de 6,35%.

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