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​Manifestantes fazem beijaço em ato contra a homofobia no RJ

Da Redação ·
Mulheres se beijam em ato contra a homofobia no Rio de Janeiro - Foto: Ellan Lustosa / Futura Press
Mulheres se beijam em ato contra a homofobia no Rio de Janeiro - Foto: Ellan Lustosa / Futura Press

Centenas de pessoas se reuniram na noite desta sexta-feira na Praça São Salvador, em Laranjeiras, zona sul do Rio de Janeiro, para um ato contra a homofobia, que contou com batucada, teatro, projeção de frases contra a homofobia e beijaço de casais homoafetivos. Eles jogavam muita purpurina, com gritos de "olê, olê, olê, olá, se a violência não acabar, na praça eu vou beijar".

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A manifestação foi marcada após uma agressão ocorrida na madrugada do dia 1º de março, quando dois jovens jogaram uma garrafa em um casal gay que se beijava no local e direcionaram xingamentos. Outros casais que estavam dentro do Bar Casa Brasil reagiram com um beijaço e começou grande confusão, na qual foram atirados copos e garrafas.

Membro do Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual, Victor Comeira, explica que o protesto foi direcionado ao bar, porque ele falhou em garantir a segurança dos frequentadores. "O protesto é contra a LGBTfobia e também contra o estabelecimento, porque a postura deles foi irresponsável por continuar o serviço de bar com os instrumentos de vidro que eram usados como arma".

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Para ele, é essencial e urgente que seja aprovada uma lei que criminalize a homofobia. "Essas condutas são tão nocivas que precisam de uma legislação específica para coibir a população de incorrer nelas.

Seja pelo viés educativo, de trazer o tema à tona e refletir que realmente não é para ser homofóbico, seja trazendo penas mais duras, como já há de racismo – um crime específico para isso, com penas severas. Recentemente foi aprova a lei do feminicídio, para proteger a mulher que sofre por conta de ser mulher, que é uma condição natural, como é uma condição natural ser negro, como é uma condição natural ser homossexual ou transexual. Então, deve ter o mesmo tipo de proteção por parte do Estado para a gente".

O representante jurídico do Bar Casa Brasil, Marcos Fontenele, nega que o estabelecimento tenha tido alguma responsabilidade no episódio. "Não procede, é inimaginável que a gente desse copo para agredir outras pessoas. Algumas vezes as pessoas saem da mesa e vão fumar um cigarro lá fora, porque aqui dentro é proibido, e levam os copos".

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