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Inquérito derruba versão de ex sobre morte de Cíntia

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Inquérito derruba versão de ex sobre morte de Cíntia
Autor A posição das pedras sobre o corpo atestou que não era uma queda natural, que as rochas foram colocadas sobre Cíntia”, finaliza a delegada - Foto: Divulgação - Foto: Reprodução

A Polícia Civil concluiu o inquérito a respeito da morte da PERSONAL TRAINER Cíntia de Souza. O documento derruba a versão dada sobre o caso por Paulo Leandro Spinardi, o principal suspeito do crime.

De acordo com a delegada Tânia Maria Sviercoski, responsável pelas investigações, a perícia revelou que Spinardi teria empurrado a vítima do alto de uma fenda. Na sequência, ele teria descido até o local e colocado dois fragmentos de rocha em cima do corpo, um deles pesando 60 quilos. Por fim, o inquérito concluiu que ele atirou uma pedra de 21 quilos na cabeça de Cíntia, eliminando chances de sobrevivência.

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Paulo Leandro Spinardi irá responder por homicídio duplamente qualificado, pelo uso de meio cruel e sem possibilitar defesa da vítima. Ele também será indiciado por ocultação de cadáver e por fraude processual – já que teria lavado o carro no mesmo dia do crime e pedido ao funcionário que emitisse um recibo com a data do dia anterior.

“No primeiro depoimento de Spinardi, quando levantamos a possibilidade de Cíntia estar morta, o tempo todo ele falava que, não havendo corpo, não havia crime. Porque estava convicto de que não iria ser encontrado o cadáver”, diz a delegada Tânia Sciercoski.

Apesar da limpeza no carro, a perícia localizou vestígios de areia branca e, em contato com familiares de Spinardi, descobriu que ele ia com frequência à região do Rio São Jorge, que conhecia muito bem, porque tinha feito um treinamento de brigadista junto ao Corpo de Bombeiros. “O Corpo de Bombeiros nos ajudou muito nessa investigação, o que permitiu localizar o corpo de Cíntia”, acrescenta Tânia.

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“Os álibis de Spinardi foram caindo, nem a própria família acreditava na versão dele, então demos seguimento às investigações que nos levaram ao corpo de Cíntia. A posição das pedras sobre o corpo atestou que não era uma queda natural, que as rochas foram colocadas sobre Cíntia”, finaliza a delegada.

O advogado de defesa de Spinardi, Renato Tauille, afirma que o laudo final contradiz o que a própria delegada falou, no local em que foi achado o corpo: que as pedras caíram naturalmente. Tauille também destaca que o documento é cheio de hipóteses. “Tem um trecho do laudo que diz que a queda de Cíntia pode ter sido acarretada por um impulso da própria vítima, o que corroboraria a versão de Spinardi”, diz.

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